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O homem, pertencente ao reino animal e incluso no ecossistema, difere de todos os demais, assim como os outros seres vivos de si distingue-se. A vida assemelha-se, porém, jamais se iguala. Esse pressuposto permite com que ocorra crescimento, pois a diversidade agrega, aliás, o crescimento só se dá pela sobreposição dessas desigualdades. Tudo aquilo que se equipara não ascende, tão somente, mantém estagnada.

O funcionamento mental aproxima-se: cabe ao homem sentir e derivado desse estado, produzir reações emocionais diante dos fatos vivenciados. Tem a capacidade d resolver problemas, encaminhando as situações em desdobramentos eficazes. Para isso, sua habilidade em conectar conteúdos diferenciados de pensamentos, produzindo novos elementos, acontece. Além disso, faz uso da atenção, orienta-se, tem vontade e por ai vai construindo sua caminhada.

Seria absurda a ideia de conceber a qualquer outra criatura viva, gritantes diferenças em relação ao funcionamento mental. Os seres vivos, animais em questão, são inteligentes, pensam, sentem e estabelecem conexões ricas e imprescindíveis com toda a cadeia relacional formada no meio ambiente. Por que então, seria o homem o único responsável pela aniquilação da vida de seus pares, outros seres humanos, assim como de toda e qualquer espécie de vida em nosso planeta? Seria pela tão destacada capacidade cognitiva que alcançou? O consequente resultado de sua maturação neurológica?

É certo que o contexto que acompanha o desenvolvimento antropológico da humanidade, forma diferentes alicerces que estruturam essa suposta supremacia do homem sobre o restante da vida. Pinçando uma das várias capacidades adquiridas, o pensamento, como insumo, pode ter se tornado o elemento nocivo que nos desviou e fixou à ordem da onipotência, onipresença e onisciência frente à realidade de igualdade que impera na natureza. Especificamente, foi o pensamento abstrato que nos desfocou.

O pensamento permite gerar ideias, formar juízos e levar à cognição que forma a compreensão. Já a abstração é discutida amplamente por vários pensadores e pesquisadores, conforme o dissertado no fragmento abaixo:

“Para o filósofo George Berkeley, ideias abstratas são não entidades, ou seja, não constituem ideias que na realidade temos e sim descrições incoerentes de ideias que imaginamos ter. Assim, para ele, as ideias não possuem existência própria, necessitando, sempre, da presença de alguém que as perceba. Uma opinião oposta aos clássicos pensamentos de Platão, para quem as ideias (abstratas ou não) existem de fato, independentemente de haver ou não uma mente humana para percebê-las, uma vez  que se encontram fora de nós, no universo, concebidas por um Ser Superior.

Allan Randall, ao concordar, parcialmente, com o filósofo grego, diz que, uma vez que a ideia abstrata possui uma existência própria, devemos imaginá-la como uma ideia de alguma coisa específica. E explica: se, por exemplo, “abstraímos”, ou retiramos, uma maçã do mundo real em que ela se situa, passamos a ficar, apenas, com uma ideia muito particular- a da palavra ‘maçã’. A ideia, em si, embora obtida através de uma abstração, não é inerentemente abstrata. Trata-se, na verdade, de uma ideia particular de algo concreto. Neste caso, uma espécie de imagem mental de uma maçã com cor, forma e tamanho definidos.”

FONTE: http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/pensamento.html

Conquistamos o poder de criar, tudo àquilo que não é real e concreto. Fomos além, dando vida própria a esse outro tipo de vida. Defrontamos a virtualidade com o concretismo. Isso influenciou em nossa percepção, no pensamento e nas nossas reações. Ao ajuizarmos os elementos, deixamos evidências e provas, muitas vezes, de lado. Viciamo-nos em julgar! Julgamos, subjugamos e supra julgamos a própria individualidade, o próximo e a vida num todo. Alterações patológicas do juízo, dentro da semiologia da psicopatologia, reportam-nos à sintomatologia delirante, ou seja, a característica que altera os elementos da realidade. Já as do pensamento, descrevemos as alucinações, ou, criações não pertencentes ao real. Infelizmente, pela compulsão de uso e a sede de poder, tornamo-nos deuses.

Ambivalentes, sem critérios, ego centrados e prepotentes. Absolutamente opostos às concepções do Deus criado pelo próprio homem. Seu desejo criou um tipo de salvação, mas sua atitude, desconstrói a própria qualidade de vida. Por isso castigamos, torturamos e assassinamos a nós mesmos, todos os dias e, perversamente, anulamos aos outros animais, a flora e a todo ecossistema, em absoluto. Um comportamento insano frente a uma afetividade desagregada.

Diante daquilo que o homem se diferencia, é preciso ele ter a humildade para reaprender.

B

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