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O sexo ainda se coloca na sociedade como tabu. Esse comportamento vai além, pois pauta tantos desencontros entre as parcerias que se estabelecem, assim como ausências com o próprio desejo de tantos indivíduos.

Sexo não se define. Restringir sua ação a um número limitado de palavras anula sua magnitude natural. Há uma amplitude inalcançável em seu contexto. Aliás, inimaginável. Coube à humanidade bani-la, anulá-la, deformá-la, segundo a compulsão de uso desenfreada. A sexualidade, basicamente, permite o encontro do indivíduo consigo. Afinal, o corpo físico é a morada temporária da alma. Um lar estruturado e adaptado a veicular o espírito em sua caminhada.

A necessidade do alto conhecimento, obrigatoriamente, conduz-nos à integração com essa identidade física. Devido ao processo evolutivo, lapidar instintos, aperfeiçoar afetos e ai passar a novas escolhas, mais saudáveis, emergem da intimidade criada em si e posterior oferta ao outro. Seguindo esse princípio, geram-se valores concretos, assim como princípios quem mantêm essa proposta. Ou seja, o eu torna-se caro e a adoção dessa consciência à almejada cara metade dissertada por Platão.

Edifica-se, então, o pressuposto da empatia. É só assim que se consegue projetar ao outro uma mesma forma de tratamento, assim, singular, única, enaltecendo respeito. Duas almas valorizadas, alcançando o contato natural, essencial e sublime. Um mecanismo de descoberta, recíproco e contínuo. A abertura para a eclosão do amor através da transparência do prazer, mas, acima de tudo, o alcance da satisfação em detrimento ao mero prazer. Encontro de seres como ocorresse à aproximação de verdadeiros templários: almas habitando corpos.

O profano e o divino se anulam e, simples, porém, fantasticamente, cresce-se, mutuamente, dando origem à célula matriz e a partir dai todo um complexo de consequências, como ramos que se desdobram de caules frondosos de uma árvore: a felicidade que se dá pela somatória de incompletudes diferentes.

Quando isso não se dá, uma tríade de alternativas se forma para orientar as escolhas. Ou anula-se a sexualidade, tornando-a crime ou pecado, um tipo de segregação para uma condição tida como inalcançável. Ou, profana-se, acreditando poder esgotar todas as possibilidades. Ou, neutraliza-se, fazendo do sexo algo prático e, filosoficamente, indiferente. Ou seja, recalca-se aquilo que instintamente, necessitamos vivenciar, ou, animalizamos quando nos afastamos da verdadeira caminhada que nos leva ao amor. As dinâmicas que predominam no comportamento sexual humano.

O problema não está no sexo. Está naquilo que se faz com esse encontro de promoção de amor entre as almas.

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O problema não está no sexo. Está naquilo que se faz com esse encontro de promoção de amor entre as almas.

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