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É difícil identificar alguém que desconheça os malefícios provocados pelas drogas. Social e, empiricamente, afirma-se, há décadas, o repúdio das pessoas e das famílias frente à existência das drogas junto à realidade diária de qualquer um de seus familiares. É sabido do alto risco de morte, seja ela física, ou filosófica, daqueles que interagem e arriscam-se em seu consumo. Concepções concretas dentro de fatos verdadeiramente nocivos, porém, rasos.

Fisicamente, escravizamo-nos, igualmente, às drogas lícitas. Delegamos a responsabilidade sobre nossa saúde às bolinhas mágicas. Dormimos graças a elas, assim como deixamos de comer e nos afastamos das tristezas naturais e das ansiedades desvairadas que alucinam a nossa realidade. Construímos o suposto prazer a partir de laudos banquetes que assassinam seres vivos, satisfazendo a voracidade, entupindo nossas veias e artérias e nos conduzindo para o mesmo corredor mortal da ignorância.

Viciamo-nos em consumir. Dilaceramos o patrimônio natural, corrompendo a integridade do ambiente no qual fazemos morada. Levamos as árvores à extinção, os rios à sujeira, as plantas à inexistência e os animais transformados em bolsas, roupas ou qualquer outro tipo de utensílio das conquistas tecnológicas. Desnudamos o cenário onde atuamos com nosso maior e principal personagem: o eu que sobrevive.

Não satisfeitos com a dependência material, mergulhamos, de maneira, socialmente aceita, em infinitos vícios comportamentais. Optamos, veementemente, pela postura egoísta, primando pela conveniência e o interesse próprio. Elevamos, assim, a ética, a uma mera condição vista, e não praticada. O espírito fraterno, praticamente abandonado, é resgatado, tão somente, quando vitimiza-se frente a qualquer situação. Envaidecemo-nos, reluzentes, expostos nas vitrinas do senso comum que, supostamente, acolhe-nos e nos aceita. Deformamos a realidade, construímos as ilusões e definhamos em desilusões.

A droga que adoece e mata, não está só no pó endiabrado e cheirado pelo canto das ruas. Aliás, a aniquilação humana está centralizada em suas atitudes homicidas, projetadas contra qualquer espécie viva à sua volta e, suicidas, atos que voltados contra si mesmo. O holocausto praticado por todas as drogas que nos viciamos.

A resolução para a interação do homem com as drogas é social, independentemente de ele fumar a pedra, atirar a pedra ou construir castelinhos nas nuvens para morar. Resgatar-se como essência, reconstruindo valores e princípios. Além disso, prioritariamente, está a sobreposição da consciência sobre o saber. Está comprovado que sabemos muito, porém, com pouquíssima consciência sobre nossa identidade e o respeito que estabelece a fronteira com todo o ecossistema.

Não podemos mais permanecer na miserabilidade de crer, apenas, que as drogas se concentram na cocaína ou nas substâncias sintéticas. Alcançamos o requinte de contaminar os vários sistemas que interagimos. Superamo-nos ao conceder o direito de esquecermos a nós mesmos.

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