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Paradoxo: nosso planeta tem 2,1 bilhões de pessoas obesas (05/2014). Paralelamente, quase um bilhão de pessoas passam fome (09/2014).

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/05/mundo-tem-21-bilhoes-de-pessoas-obesas-ou-com-sobrepeso-diz-estudo.html

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2014-09/fao-805-milhoes-de-pessoas-passam-fome-no-mundo

Inicialmente, pode-se concluir, qualitativamente, que em torno de um bilhão de pessoas distanciam-se do princípio de dignidade, natural, para qualquer ser vivo. É inconcebível reconhecer que humanos passem e morram de fome. Analisando bem, isso faz com que toda e qualquer pessoa se distancie dessa dignidade. Somos todos responsáveis por essa atrocidade, afinal, quantos famintos cruzam nossas vidas e ignoramos, ou, quanto o desperdício toma conta da nossa rotina enquanto muitos não dão conta de sobreviverem com tão pouco.

Parte significativa das populações e, quase que a maioria absoluta dos governos, ignora e negligencia a miserabilidade e a carência de dezenas de nações que conservam cadáveres moribundos, sem perspectivas e ausentes de forças para alcançarem qualquer tipo de situação diferenciada. Há um eixo central desse perfil no continente africano, parte da Ásia, Oriente Médio, contudo, esse cenário atroz está nas ruas, bairros e periferias da casa de cada um de nós. O trato dispensado é idêntico, uma certa possessão do inconsciente coletivo de Pilatos que lava as mãos, vira as costas e faz de conta que o problema não pertence a ninguém.

Na sequência dessa análise, temos do outro lado da mesa, a avidez da gula, blindada por uma vitrina espessa para que os famintos não invadam e façam sucumbir seus estoques. O descaso com essa essencial riqueza, chamada alimento, é refletida na ascendente aparição de diagnósticos de obesidade. Um princípio cultural também romano, onde Nero promovia suas orgias digestivas.

O descaso é do homem para com ele mesmo. O muito que poucos têm constrói o descaso com, especificamente, essa carência em comer que tantos dos nossos semelhantes passam. Um certo tipo de atitude homicida, já que a fome leva à desnutrição e, consequentemente, à morte. Além disso, há, igualmente, a desvalorização como todo o ecossistema, pois a parte nutrida dessa tida civilização empapuçasse com os corpos de outas criaturas vivas, expostas nas vitrinas nas lojas. Ou seja, quem come, come errado e dentro do pressuposto da morte de alguém, sobreposta ao prazer insano de quem faz uso do garfo.

Com esses fatos, principia-se que ainda somos seres desnutridos de almas. É preciso parar com os laudos discursos, falácias em verdade, e passarmos à ação para que possamos dar vida à sobrevida de tantos humanos que meramente existem. Basta de hipocrisia, arrotando a necessidade paz e harmonia, quando provocamos sofrimentos daqueles que dão o real sentido da existência para cada espaço espalhado nesse planeta. A fome do nosso mundo está alicerçada na ausência de valores, princípios e de ética que nos faça, definitivamente, livres, fraternos entre cada um e, espontaneamente, caridosos, lutando um pelos outros.

B

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