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Vamos considerar que, um sujeito indeterminado, comprova que a morte é o fim de tudo. Não há vida após a morte, muito menos reencarnação. O céu não passa de um espaço infinito, porém, inabitável. Essa suposta comprovação coloca abaixo, impositivamente, todo o legado de esperanças, nutrida em todas as gerações existentes na raça humana. Não sei quem você é, sua idade, características culturais, nível educacional, gênero ou padrão econômico, mas, atrevo-me a questionar, assim como o faria a mim mesmo: qual seria sua interpretação sobre a forma como vem conduzindo sua vida até esse instante?

A justificativa para essa pergunta, direciona-se ao elemento essencial da vida, que é a busca por um sentido sólido e consistente que motivem o fenômeno vida. Aliás, situação essa que é ansiada por cada um de nós, indiscutivelmente. Percebe-se, tanto aos leigos como aos doutos, que há insatisfações por parte das pessoas. Frustrações percorrem o apego dos indivíduos àquilo que passou e não se modificará. As exigências sobre o presente se potencializam, contornando o perfil das competições nocivas travadas entre os homens. Enfim, conveniência pautam as razões, comodismos estimulam a sede de estabilidade e, gritantemente, reconhece-se a minimização da fraternidade, da caridade e do amor. Obrigo-me a salientar a necrose desses valores pois os tenho como o ícone maior para o paradoxo comportamental dos humanos: deseja-se isso, avidamente, mas, procura-se sua realização, numa intensidade, inversamente proporcional.

Então, reitero: qual seria sua interpretação sobre a forma como vem conduzindo sua vida até esse instante?

Primeiramente, que me vem à cabeça, é a lógica coerência. Faz-se aquilo que se pensa, numa simetria que permite ajuste para as coisas? Age-se com a verdade da mesa maneira que se prega com veemência e eloquência? Não consigo observar, em absoluto, pelo contrário, essa aproximação. É notória a dificuldade que se tem a respeito dessa firmeza subjetiva, ou, a retidão do indivíduo consigo mesmo. Idealiza-se um mundo e executa-se a realidade. Ambos os espaços são constatados, entretanto, a consciência sobre o que se vive, bem sempre está fragilizada.  Diferenciar o limar entre a intenção e a ação é tão complicado quanto escolher a fruta mais saborosa numa cesta tomada por diferentes tipos que ali brilham. Quer se comer tudo, mas não se gosta de algumas e sempre se acaba com as mesmas opções.

Na prática, discernir entre a bondade e a vaidade, para muitos, é praticamente a defesa de uma dissertação de doutorado. Optar em viver um papel e, assumir, efetivamente o personagem, é outra coisa. Ser amado difere de amar. Promover a paz e combater o ódio, nem sempre representam a mesma situação. Clamar pelo perdão, ofendendo é apagar o fogo com gasolina. Em outras, a esperança que se propaga pelo desespero, confundindo a tristeza com a felicidade. Enfim, colocando-se e fazendo com que muitas das coisas manifestem-se tão somente como dúvidas. Uma fé que se esvai, desvalorizando e desqualificando as próprias crenças e o que deveria se consolidar como a grande verdade para esse universo

É só por isso que uma indagação dessas tomaria corpo e, como se faz com a própria vida, todos os dias, estabelecesse-se um tipo de morte filosófica, mantendo uma alma moribunda num corpo físico que caminha sem destino. Apenas sinta sua eternidade, nem que essa seja aquela que se mantém viva naqueles que nos cercam. Seja justo e passe a ter um sentido e ame. Sendo assim, nada mais precisaria ser comprovado.

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