Skip navigation

Essa, assim como algumas outras, simboliza a maior de todas as inquietudes humanas, ao longo de todo seu processo histórico e antropológico. Encontrar essa resposta se faz fundamental e, sua essência, deve independer de qualquer tipo de crença que a justifique ou qualifique. Há uma realidade que precisa ser percorrida e isso vai muito além das idealizações, desejo ou ambições que movem a miserável passionalidade do homem que se distancia cada vez mais de si mesmo.

Fundamentalmente, essa passagem pela Terra, sendo ela única ou renovada dentro das premissas transpessoais, é da ordem do comprometimento. Sim, deveríamos nos comprometer, mesmo que não o façamos ou, ate mesmo, desgostemo-nos da responsabilidade e do trabalho, intrínsecos. Cada um de nós é ativo, dinâmico e, de alguma forma, implicamos sobre todo um conjunto de outras vidas que participam conosco nas diversas ações envolvidas.  Porém, envolver-se, não traduz a efetiva ação sobre aquilo a que nos propomos.

A relação de causa e efeito, pressuposta já na Física mecânica e, posteriormente, discutida por todos os segmentos ligados às concepções exotéricas que norteiam a realidade humana, define muito bem a estrutura para essa resposta. O que se deu e para onde iremos, não pertence à realidade, aloca-se, sim, à ordem do ideal, do desejo, ao menos para os menos crentes. Isso não tira, jamais, todas as iniquidades, obstáculos e até catástrofes que se edificam nesse exato instante presente, ou, a causa daquilo que virá a ser, seu efeito.

Viver, de corpo ou de alma, é estar ativo no exato instante que a interação se dá. Ao passado cabe o luto do que se foi e ao futuro o deliro para aquilo que se deseja, a não ser que, a consciência sobre a relação entre tudo que se motiva (causa) e aquilo que se produz (efeito). Analisando, dentro da devida imparcialidade, o não comprometimento com a vida, ou, todas as vidas, e com os contextos que se formam, nada e, absolutamente nada, passa a se derivar com excelência e qualidade para o bem estar dessas  vidas e o desenvolvimento saudável e evolutivo à estrutura chamada vida.

A maior de todas as carências produzidas pelo homem foi sua falta de comprometimento, não apenas com os demais, seus semelhantes, mas, principalmente, consigo mesmo. Potencializamos uma cultura de descartabilidade, desvalorização à supremacia do uso e da conveniência. Uma Lei de menor esforço, corrompendo o que se profetiza nos discursos do bem viver.

Para que viemos ao mundo? Para sermos, verdadeiramente, livres de omissões e cúmplices, tão somente, dessa arte esquecida que é viver.

A

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: