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A maioria não representa o todo, apenas suas partes. O Brasil não vive, com certeza, uma divisão geográfica, afinal, a identificação e o carinho existente em nossa tão rica diversidade é a marca que pulsa na nação, pátria amada, Brasil. É absoluto o fato de estarmos, por mais de cinco décadas, pautados pela desigualdade material e o aprisionamento da falta de educação, porém, sempre reconhecidos pela fraternidade que nos mantêm unidos e empáticos a tantas mazelas.

O Brasil encontra-se, sim, fragmentado, dilacerado em verdade: nossas riquezas naturais são desprezadas, para não dizer, violadas em sua integridade, visto a depredação caótica que passa. A inteligência, imensurável, do povo, tão desassistido a uma formação escolar decente, ainda resplandece, sobrepondo-se em centros de referência acadêmicos pelo mundo. Nossa cultura, essa sim engolida por outras várias tão nobres e ricas, porém, nem um pouco além do que formamos para nosso cotidiano. Formamos um gigantesco celeiro de vidas com altíssimo potencial, mas, com uma mesma proporção de disfarces, delírios e engodos que usam, compulsivamente, nossas limitações, gritantes e clementes de saciação.

Ano após ano, mandato seguido de mandato, independentemente da bandeira partidária, simplesmente, alcançamos uma partilha maior e não a unificação. Sabemos apenas enaltecer a melhoria dos índices referentes ao desempenho escolar, à anulação do analfabetismo, os modelos relacionados à prestação de serviços na saúde ou os modelos capengas ligados à segurança pública. Dissertações tão eloquentes que chegam a emocionar e provocar a poética derramação de lágrimas nos crocodilos.

Interessante é não lembrarmos ou, negarmos ao ponto de anular as situações ou, ainda, almejarmos tanto a transformação da realidade, alcançando surtos delirantes para a modificação daquilo que percebemos. A questão é que não se fala nos analfabetos funcionais, nos graduandos que ainda externam garatujas ilegíveis ou que apresentam leituras dificultosas sem compreensão. É claro que se aumentam índices facilitando as estatísticas. Isso cabe à saúde mal equipada, mal valorizada e sem a devida capacitação, controle e cobrança e até aos serviços de segurança que apagam incêndios, repetidamente, com homens e mulheres que passam dificuldades materiais e que nem sabem se voltaram para suas casas no final do expediente. Isso é o Brasil de verdade.

Caso esteja equivocado, insano ou com algum outro adjetivo que desqualifique minhas afirmações, que aquele que isso constatar, mantenha seus filhos na educação pública e os entes queridos nas filas do SUS para serem atendidos nas demandas de saúde à relação saúde e doença.  Falácias? Não! Nossos próprios líderes governamentais e as pessoas em destaque na mídia, apenas buscam serviços de referência, particulares, sem se quer cogitar as peregrinações pelos lastimosos serviços públicos, muito bem pagos pelos explorados, porém, cúmplices, cidadão desse país.

O que causa indignação observarmos um grupo de brasileiros, iguais a todos os outros, nomear-se donatários do bem estar de todos e da felicidade geral da nação, como se nada até então tivesse tido algum tipo de valor. A coisa é tão aberrante que alcança a filosofia cristã que prega sermos feitos à imagem e à semelhança de Deus, ou seja, somos deuses. A onipotência é tão grotesca, que náuseas assolam nossos neurônios. Alguns, inclusive, creem, veementemente, que depois da construção da arca e da redação dos dez mandamentos, somente suas ações falaciosas pelo social encontram-se em alta com o gestor maior lá no plano espiritual. É crível, mas ninguém mais presta! Só quem brilha feita estrelinha.

Brasileiros não estão sendo mais bem educados e muito menos atendidos em suas carências essenciais de saúde. Continuamos miseráveis, pois, estar dependente é a pior forma de escravização aplicada a um ser vivo. Caso estivesse faltando com a verdade, os números de mesadas sociais repassadas estariam bem menores do que há 12 anos, e isso não é verídico. Mais de uma década, uma geração que se vai.

Outro fato: participei desse grupo estatístico nos anos oitenta. Ouvi seus pressupostos, acompanhei suas intenções e, principalmente, as lutas que travavam sore cada uma dessas questões descritas acima. Clamavam por uma realidade diferente, mais justa. Apenas tornaram-se piores, repetido, com muito mais excelência, toda a violação à integridade do povo. Seres tidos como puros, anjos que promoveriam um bem maior e que sucumbiram ao poder, a todos os seus tipos. Logo, todos eram exatamente semelhantes.

Passada essa década, perpetuam a proteção sobre comportamentos inadequados e infracionais de quem esteve no tempo passado, projetando a índole atual sobre uma realidade, conveniente, construída sobre o que aconteceu, desvalorizando a história, o contexto que havia sido passado e retirando toda e qualquer possibilidade de bondade para qualquer gesto, homem ou mulher que lá esteve. A propagação do ódio em prol de um interesse de domínio e de controle, traduzindo, a ansiedade em não querer perder a teta que se mama tanto tempo, desqualificando e denegrindo pessoas.

O pseudo estado democrata que nos rege, falso pois não se desencadeia o espírito real da filosofia, optou em perpetuar a corrupção, os danos ao patrimônio de cada brasileiro, à mentira e a propagação, pela educação que se leva as novas gerações, a eternização do jeitinho brasileiro e a marginalização que nos encontramos desde a colonização. Isso é estar democrata.

Opto por estar realista

B

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