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                É inquestionável a beleza da vida, a transparência de seu significado e o amplo leque de possibilidades que mostra ao homem. Identifica-se essa realidade em tudo aquilo que é dito, dissertado e sentido por pesquisadores, artistas ou outros grupos de pessoas sensíveis que analisam e questionam o magnífico fenômeno vida. Mais interessante ainda, é a constatação que se observa em relação à ansiedade que se projeta ao alcance de uma qualidade de vida melhor, um tipo de redenção para então estabilizarmos, um tipo de nirvana, mesmo que desconhecido. Isso é claramente percebido em qualquer um ser, independentemente da sua idade, gênero, padrão econômico, cultura, educação e da capacidade em enxergar essa vida em que se insere.

Teoricamente, veem-se as pessoas buscando algum tipo de valor a ser agregado para essa caminhada. Alguns leem, perseguem informações que guiem e orientem a esse destino. Idealizam e até deliram condições para o alcance do sucesso. Relacionam-se com formalidades e informalidade que consigam fazer mais nítidas as interpretações e as análises e assim imaginar uma compreensão mais simplista sobre o que nos acontece. Parte desses recorre ao auxílio de profissionais e participam de processos terapêuticos, acadêmicos ou alternativos, por anos a fim de se encontrarem. Até remédios são incorporados à rotina para que se sentisse mais suportável frente às instabilidades internas que poluem a rotina dos sistemas. Deus é nomeado para fazer ou corrigir.

Comovente, porém, paradoxal.

Comovente, pois a prática para essa construção, é identificada em parte rara da população. Paradoxal, porque pensasse em uma direção e se caminha para outra, oposta. O pior dessa afirmação não se encontra no radicalismo pinçado sobre a realidade, mas, na universalidade que todas as pessoas consolidam quando param e pensam sobre como isso se identifica com seu modos viventes, ou seja, isso não é uma idealização, simplesmente, uma constatação, mas, mesmo assim, buscamos a evolução.

Preguiça, Má Vontade, Acomodação… e Buscamos a Evolução. Comovente, porém, paradoxal.

Há uma certa incoerência. Não se orquestra desejo (ideal) com a atitude (comportamento que promove a conquista do desejo). Obter o que se quer dá trabalho, não vem de graça ou cai no colo. A vitória nos faz renunciar, talvez muito mais do que a própria estagnação e passividade. Precisamos nos exaurir, esgotar e nos levar ao limite extremo das nossas possibilidades para esse intento. É de fundamental importância renunciar a nós mesmos para chegarmos à nova identidade. Nada melhor do que ter alguém para fazer por nós, aliás, é o bálsamo dos bálsamos quando esse alguém passa a se responsabilizar por aquilo que apenas a nós pertence

A escolha pela vitalidade e a saúde, condições que nos levam à realização, é bem mais árdua do que a doença que impossibilita. Por isso que tantos, e vejam que são muitos mesmo, preferem mergulhar no mar pantanoso da preguiça, da má vontade e da acomodação, sendo crentes de que seus passos os levam a ascensão

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