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O ser representa cada um de nós. É o sujeito de uma ação, determinada ou indeterminada. A vida, em si, dá-se pela atitude de toda e qualquer criatura humana. Isso nos conduz à obtenção de situações saudáveis e outras não saudáveis ao longo da caminhada. O que determina essa qualificação é a riqueza de saberes que nos dispomos em angariar. Existimos porque pensamos, assim, cogito, ergo sum, penso, logo existo, afirmado por Descartes. O valor do saber produzido está em outra equação que remete à seguinte análise: Dubito, ergo cogito, ergo sum, ‘eu duvido, logo penso, logo existo’.

A vida é, naturalmente, evolutiva. Somos levados, espontaneamente, à ascensão, com exceção de outra escolha por ventura feita. A caminhada humana é marcada pela relação contínua com a infinidade e a multiplicidade de estímulos ao nosso redor, sendo um deles, o grande fenômeno da educação. Entretanto, a necessidade de paradigmas faz-nos enraizar uma cultura de distribuição das informações pelo sistema de bula: leia e oriente-se. Há uma prévia estruturação, até mesmo metodológica, veiculando-se assim signos e significados à compreensão humana.

As famílias, em suas origens étnicas e padronizações, entregam às novas gerações seus modelos pré-existentes, impondo um padrão e uma obrigatoriedade sobre aquilo que se faz ser certo ou errado, mesmo que relativizados pela lógica. Em seguida, crianças e jovens passam a tutela das instituições de ensino para que se formem, academicamente, e assim alcancem as devidas habilidades para o ensejo comunitário e a cidadania. Anos, décadas, inclusive, passam, e o princípio do adestramento se concretiza.

Sendo a grande tarefa do ser ampliar, internalizando diversidades, apenas o sucesso se dará, pela composição de ideias, sendo essas divergentes. A criação vem dessa formação, jamais em refutar o que não nos identificamos. Porém, isso não se dá pela formação, mas, tão somente, pela educação. Apenas os educados ponderam, suspendendo as diferenças, analisando-as e ressignificando-as para a internalização de suas possibilidades. O tão desejado respeito que universalmente as pessoas ambicionam.

Educa-se, por esse mesmo princípio, ou, a essência socrática. O conhecimento não é edificado pelo repasse da compreensão pronta do mestre. Cada um dos que aprendem, obrigatoriamente, precisam coletar a matéria prima e assim transformá-la em um produto para ser compartilhado com todos. Cada um tem suas riquezas, de fontes e emanações diferentes. Uma única fonte faz a estagnação e impede a grande produção da capacidade humana.

Cabe à família educar, no sentido de apresentar valores e pressupostos à interação com as pessoas. Os pais preparam o solo fértil para a futura relação com o mundo que necessita do pensamento de todos. Já a escola, essa ensina, levando informações que habilitam e capacitam à funcionalidade do ecossistema, tornando-o mais acessível e disponível, igualmente, a todos.

Cabe ao ser fazer o bom uso de tudo isso e transformar, ou, se não for agraciado com essas benesses, procurar tê-las por algum outro tipo de esforço. Afinal, num outro tempo e espaço, passará a assumir a responsabilidade de preparar outras gerações para a vida.

Pensando I

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