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                A mediunidade é uma função mental, consequentemente, inata e pertencente a toda e qualquer estrutura viva, especificamente, a humana. Latinamente, o sujeito da ação, o médium, é aquele que intermedia a relação. Quando nos referimos ao espaço da matéria densa com a sutil, médium é o indivíduo que canaliza a informação entre o que transcende a matéria com o concretismo em si. A finalidade primária é a de colocar em comum, aos dois mundos e seus habitantes, as informações para serem transformadas em conhecimentos e assim as mudanças acontecerem à evolução de todas as almas. Por ser um elemento que constitui o funcionamento do cérebro, dentro do Sistema Nervoso Central (SNC), todos, logo, em maior ou menor intensidade, são dotados desse atributo.

Através dessa função mental, em associação com as demais, como memória, inteligência, pensamento, afetividade e outras, o espírito encarnado consegue estabelece conexão com frequências, ou espaços diferenciados, vibrações, ou padrões qualitativos múltiplos e, finalmente, com tempos distribuídos ao passado e ao futuro, assim com as respectivas influências para o presente. Sua manifestação pode acontecer espontânea ou provocadamente, com dinâmica controlada ou sem controle, parcial ou total quando da sua expressão. Igualmente, não se fixa nem a cultura ou a religião, ao gênero ou padrão econômico. É igualmente de domínio de cada uma das partes que forma o nosso planeta. Dentro da senso percepção, função mental que reflete a relação com os cinco sentidos, a mediunidade vai além dessas entradas para os estímulos. A mediunidade potencializa a sensibilidade, ultrapassando nossa limitação de ser ou de estar, alcançando a ordem do sentir.

Por essa razão, os sintomas de sua manifestação direcionam-se à oscilação do humor e a labilidade emocional. A percepção de encontrar-se fora do ar, como se corpo físico e espírito se separassem. Mal estar em locais ou com pessoas carregadas de uma vibração mais densa e sintomatologia orgânica (ligadas à medicina geral) porém sem uma justificativa clara para os sinais apresentados. Há uma razão para isso: a mediunidade é a porta que acessa o componente transcendente que, mesmo sem a comprovação corriqueira solicitada da ciência, participa da rotina de todo nós. Ou seja, atuamos multidimensionalmente ocasionando um tipo de labirintite ao espírito que trafega.

A responsabilidade sobre o uso da mediunidade é pertencente a cada um de seus usuários. Comumente, não existe a conotação missionária para o médium, com exceção de algumas propostas reencarnatórias. Cada um de nós é, tão somente um espírito, que prova e expia, objetivando ascender da senda da evolução. Não há santificações nem exorcizações para quem o é, mas, sim, um componente elementar, natural e saudável, até se a use de maneira contrária. Assim como para o bem, a mediunidade, como é o caso da inteligência, pode ser canalizada para a ruína e o mal de outros espíritos, encarnados ou desencarnados. Isso é uma questão de escolha e de evolução do médium. Também, a mediunidade pode ser negada e assim reprimida sua canalização, provocando desarmonias e desequilíbrios em alguns ou muitos segmentos da vida da pessoa. Isso dependerá da proposta encarnatória e da necessidade de resgate do ser.

Por isso é que se afirma que a mediunidade não é o dom, um atributo diferenciado e especial, mas, sim, um fato. A mediunidade, da mesma maneira, não é crime, karma, ou castigo. A mediunidade nada mais é do que um veículo que nos conduz nas diferentes realidades e mundos da casa do Nosso Pai.

Mediunidade I

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