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Ao espiritualista convicto, isso seria praticamente uma blasfêmia. Em verdade, uma indignação, afinal, vive-se a rotina através da interação com encarnados e desencarnados. Mas, por que a dúvida? A ordenação formal do conhecimento, ou ciência, refere-se à inexistência de provas concretas que comprovem a presença das almas em nosso meio. Entretanto, podia-se, da mesma maneira, colocar em xeque a verdade sobre todas as coisas.

Onde se encontra a prova da existência em relação ao amor? Esse sentimento transcende ao homem. Vai além do concretismo material. É difícil de ser explicado. Nem se vale quere avaliá-lo. As razões que levam o amor a chegar tão intenso e num outro tempo se esvair com tanta rapidez e precisão. Esse chamado, afeto sublime , é narrado em versos, descrito em prosas e cantado nas melodias de seus admiradores. Séculos seguidos são acompanhados do entoar sobre o amor. E ai? Existe, então, esse sentimento? As evidências são fortíssimas, mas as provas, ainda frágeis.

O amor nos leva a perder o controle, sem sentido algum. Acalma a alma, assim como pode deixa-la vigilante. Faz mergulhar a uma dedicação e a um comprometimento indescritível. Ao mesmo tempo, pode direcionar a um ódio em proporções semelhantes. O amor leva ao equilíbrio assim como nos lança a mais insana de todas as loucuras. Serotonina, dopamina, giro do cíngulo ou qualquer outra estrutura neurológica que responda por essa intensidade passional. Muitas pistas, porém, vários destinos.

O amor foi humanizado, ícone da filosofia do Cristo. Pressuposto para a condução de uma maioria de pessoas ao longo dos séculos, marcado pela influência dos ensinamentos desse irmão. Tudo isso aceito e tido como prerrogativa para o bem viver das pessoas. Mas se o amor é tão oscilante e opõe-se, paradoxalmente, na vida das pessoas, seria esse o afeto da verdade? Sim! O sujeito que o conduz, no caso o homem, é o agente de suas alternâncias e não o sentimento em si. É a alma de cada um de nós, equivocada e em evolução, que dá o tom da controvérsia. Mas isso só cabe, oficialmente ao amor e as pessoas, aos sujeitos e aos seus predicados construídos, menos às suas almas.

Está nessa ingênua tolice dos homens, em seus altos e baixos imaturos, nas suas incoerentes posições frente a seus medos e inseguranças que a alam se manifesta e se comprova. Muito além disso: está na incessante busca pelo amor, mesmo que de maneira atropelada, que se encontra viva a existência do espírito.

Amem-se! Reencontrem suas almas e o real sentido para a vida.

AmorI

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