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A definição de quem somos prossegue complexa e com respostas evasivas. O sujeito da alma ainda não é nítido para quem o vê, nem mesmo para quem o vive. Quanto ao seu deslocamento, refiro-me à direção que toma e a finalidade que motiva a percorrer determinados caminhos, fica ainda mais distante. Somos, em verdade, estruturas macros, formados de músculos, ossos, órgãos, tecidos, células, núcleos das células e moléculas. Um conglomerado de carne organizado, transitando em um bairro de uma cidade, pertencente a um determinado estado, de um país da América do Sul, inseridos no planeta Terra. Sistema solar de um universo infinito. Contudo, somos, igualmente, micros, expandindo-nos a prótons, elétrons, quarks e uma sequência de componentes subatômicos ou quânticos, tão vivazes e dinâmicos como se faz nossos elementos maiores. Paradoxalmente, percebemo-nos tudo e, ao mesmo tempo, nada. Sempre inclinados a mantermos a onipotência que nos faz iludir em reger todas essas realidades.

Há um fato incontestável: existem e nos relacionamos com uma multiplicidade de realidades sendo que cada uma delas implica, direta ou indiretamente na dinâmica vivencial de cada uma das partes vivas do ecossistema. Ocorre uma produção incontrolável e incessante de pensamentos e de reações afetivas, deslocando-nos em tempo e espaço, simultaneamente. Essa condição nos leva a não sermos mais donos de nós mesmos, perdendo o controle dentro de um caos equilibrado. Ou seja, não somos dotados da suposta onipotência creditados a nós por nós mesmos. Nem mesmo a onipresença e a onisciência são estabelecidas, mas, tão somente, delirada pelo nosso desejo ganancioso.

Quem nunca se arrependeu de alguma coisa? Um processo natural e igualmente normal frente ao fenômeno vida. Infelizmente, acompanha a essa revisão, o pesar pelo equívoco. O peso que se carrega no tempo presente e se joga ao futuro. Apenas esse impacto vibracional pode afetar todo um direcionamento pessoal. Interessante, que nem sempre temos a devida consciência a cerca dessas coisas que participam da rotina. Nem sempre, assim, temos domínio completo sobre nós mesmos.

O encontro do ser com seu próprio Eu, faz-se essencial. Isso leva ao reconhecimento de si mesmo, a identificação daquilo que se é e do devir a ser seguido. Constrói-se a identidade, consolidada pela expansão. Há um contínuo conhecimento próprio e, além disso, um reconhecimento sobre tudo àquilo que se acreditava ser, mas não alcançava. Esse horizonte gera possibilidades infinitas à reciprocidade entre o EU, como parte do todo, e o universo que absorve a cada uma das partes que nele atua. Tornar-se parte atuante e efetiva do mundo interior e exterior.

“Do Latim MEDERI, ‘tratar, curar, dar atenção médica a’, originalmente ‘saber o melhor caminho par’”, de uma fonte Indo-europeia MED-, ‘medir, limitar, orientar’.

Naturalmente que a palavra medicamento deriva daí.

Do L. meditarI, ‘pensar sobre algo, levar em consideração’, do mesmo MED- de que falamos acima.”

 

http://origemdapalavra.com.br/

A meditação para a expansão da consciência da alma, age com a finalidade primária, conceder a devida atenção a si, tratando a harmonia e o equilíbrio e restabelecendo a saúde. É a localização do caminho para esse destino. É focar prá participar, envolvendo-se e comprometendo-se com cada uma de suas partes e com todas as outras que desenham o cosmo e, também, dispersar-se, deixando a alma saltar e ganhar liberdade na amplidão (Caetano Veloso. O que Queres).

Meditação

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