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“Se o Cristianismo ainda não cumpriu sua missão por completo, é

por causa da luta que se trava entre a caridade e o egoísmo, que invadiu

o coração humano como uma praga. É a vós, novos apóstolos da fé

esclarecidos pelos Espíritos Superiores, que cabe a tarefa e o dever de

destruir este mal para dar ao Cristianismo toda sua força e limpar o

caminho dos obstáculos que impedem sua marcha. Expulsai da Terra o

egoísmo para que ela possa elevar-se na escala dos mundos, pois está

no tempo de a Humanidade envergar seu traje de luta. Mas, para isso,

é preciso inicialmente expulsar o egoísmo dos vossos corações.”

 

Evangelho Segundo o Espiritismo  –  Capítulo  XI  –  Item 11 

 

 

 

 

                O Evangelho Segundo o Espiritismo aborda, com ênfase, a característica humana que corroe e aniquila o crescimento pessoal e as interações entre seus semelhantes, o egoísmo. Os espíritos esclarecedores afirmam que esse traço de caráter coletivo passou a ser a grande praga impregnada na Terra. Um elemento pandêmico, pertencente a todos os povos e continentes. A exploração do homem sobre o meio ambiente, oportunizou o alavancamento da inteligência e o consequente domínio e controle sobre todas as demais espécies de vida. O movimento de conquista galgou lucros e vantagens (ganancia do espanhol, lucro, vantagem  –  http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/ganancia/).  Poder-se-ia afirmar que o maior tesouro adquirido dentro desse empreendimento, foi à soberania humana, fazendo com que os demais seres fossem lançados à ordem miserável de outras vidas.

Essa escalada, entretanto, não se rendeu à relação do homem com o ambiente externo. Lutas internas foram desencadeadas, conflitos pessoais gerados. Algo insuportável ascendeu intimamente, e o mundo interno de cada espírito encarnado no planeta , então passou a vivenciar a guerra dos paradoxos: era-se pleno, mas sentia-se vazio; era preciso seguir a regra e a obrigação, contudo, movia-se por um princípio do prazer reprimido. Para amenizar, negociávamos com nossos níveis de consciência e as personalidades que se desenvolviam e multiplicavam, em tempo e espaço diferenciados. Não se bastava aplicar isso à individualidade. O homem da início a caçada dos próprios semelhantes. Seres humanos capturando homens, mulheres e crianças a fim de ganhar tudo o que era possível, o que o meio não lhes ofertava. Do francês arcaico, gaaigner, traduz a ganância como capturar, negociar, ganhar (http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/ganancia/).

Antropologicamente, geramos a cultura da cobiça e usura, corrompendo a integridade pessoal das almas e a aliança vital entre os homens. Optamos em abandonar nossos destinos e assim seguir o caminho das outras pessoas. Incorporamos a vida do outro, do ser externo, a quem de fato não possuímos, numa tentativa, em vão, de projetarmos a um cenário melhor e mais confortável. Uma ansiedade gritante, visando, exclusivamente, a maior estabilidade, o conforto inflacionado e a fuga de toda e qualquer tipo de ameaça pelo ilusório controle sobre os sistemas em que se inserem. Abandonamos a ambição e corrompemos a integridade evolucionista do espírito. Afinal, ambição não se traduz no sentido afirmado dos significados. Uma palavra usada pejorativamente, sem a devida compreensão, somada a mais uma ignorância humana.

Ambição é uma palavra de origem latina  ambire, que significa aquilo que nos faz criar nosso próprio caminho(http://www.bolsademulher.com/dinheiro/ambicao-do-bem-ou-do-mal-1/). A ação de ambicionar, produz a motivação, justificando o que me leva a um deslocamento e a um desempenho. É o que dá destino, sem fazer com que se vague, a esmo sem a devida consciência do que se faz u de para onde se direciona. A ambição permite aquilo que está afirmado no evangelho “…Digo coragem, pois é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para

vencer aos outros.” (ESP.  – Cap. XI  –  Item 11).Só há a vitória sobre si mesmo, quando se cria o próprio caminho e por ele se segue.

O egoísmo é, então, o objetivo para o qual todos os verdadeiros cristãos devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem.”  (ESP.  – Cap. XI  –  Item 11). .A ambição é egoísta. Aqui também deve ser eliminada a definição equivocada que se dá à palavra. Egoísta é o sujeito que se volta para si, foca-se na caminhada que deve se dar ao longo do caminho que é preciso percorrer. O egoísta não é ganancioso, muito menos deseja atropelar quem quer que seja. É apenas disciplinado e crente, ou seja, pessoa de fé, nos passos delegados por Deus à sua missão e à responsabilidade social que exerce enquanto encarnado. É de tamanha fé que agrega, chama os seus para o mesmo destino, a fim de que todos alcancem suas metas, a harmonia e o equilíbrio.

Já o ganancioso, este sim é ego centrado, pessoa que tem em si o centro do mundo e que jamais sucumbi por ninguém. Caso seja preciso, passa por cima de quaisquer  situações ou pessoa para conquistar ou se manter dentro do que alcançou. É a esse personagem que se deve educar e socorrer para que a Terra evolua. É essa a ambição dos bons espíritos e o desígnio maior do Pai aos seus filhos: fazer com que todos cresçam, através do amor e da fé.

Ganância III

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