Skip navigation

  1. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

 

“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há

efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é

obra do homem e a vossa razão responderá.”

 

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras

da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da

existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e

avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

 

Livro dos Espíritos  –  Provas da Existência de Deus  –  Capítulo I

Creio que não só as correntes espiritualistas buscam a comprovação da existência de Deus. Primariamente, a Filosofia, como derivação do catolicismo estabelecido após a passagem de Jesus, elaborou tratados e dissertações para se alcançar esse intuito. Tomás de Aquino, no período escolástico, no século XIII, consolidou-se como o maior expoente dessa escola, assim como da história da Filosofia, justamente pela elaboração de seus argumentos. Recentemente, nas últimas décadas, até mesmo a ciência agregou a espiritualidade como objeto de seus estudos, como personagens que vivenciam ritos místicos, sujeitos de pesquisas. Afinal, o que leva a toda essa motivação?

Tomás de Aquino, também considerado um dos precursores da filosofia moderna, alicerçou sua tese em cinco pilares de sustentação. Primariamente, Aquino argumenta sobre o movimento do universo, retirando do ser, isoladamente, essa capacidade ou possibilidade. Afirma, contundentemente, que para tal ação, há a necessidade de uma causa maior que leve o deslocamento a todos os demais. Derivando dessa premissa, estabelece a segunda causa, afirmando que não existe efeito sem causa, ou seja, a vida como efeito, obrigatoriamente, necessita de uma causa justa, maior que a produza.

A existência em si do ser, não surge e muito menos é provocada do nada. Há um ser maior que fundamenta a vinda de todos os demais. Ai parte  para sua quarta causa, elaborando o grau de perfeição, onde o absoluto não pode pertencer a quem caminha para evoluir, mas, tão somente, ao que criou a criação. Finaliza, dentro disso, apontando o governo, então, supremo, sobre todas as coisas que o buscam para orientação e a definitiva redenção: Deus Pai, Criador de todas as coisas. No século XIX, os espíritos narram a Kardec, colocações semelhantes que apontam a existência de Deus, identificadas no Livro dos Espíritos.

Nietzsche, contemporâneo às revelações espirituais, muito além da concepção crítica que recebeu sobre sua relação com a religiosidade, foi, eminentemente, um contestador absoluto da ação do homem e sua compulsão do uso: fazer de Deus a escravização de si mesmo, por interesses, e assim anulando a vida ela aniquilação da criação. Nas últimas décadas, desse terceiro milênio, a Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural, vem pesquisando temas relacionados ao contexto, assim como a UNICAMP, USP e outras instituições acadêmicas. Nos EUA isso também vem acontecendo. Temos uma saga, histórica, de busca por respostas. Repetindo a indagação, afinal, o que leva a toda essa motivação?

Pode haver, sem dúvida, uma questão de fé, contudo, a crença se faz minoritária entre os homens que perguntam e afirmam. Não podem ser descartado outros motivos. Sempre foi preciso a autoafirmação. Reconhecer a existência de um ser superior, faz-nos inferior. Nossa ignorância interpreta isso como ameaça, levando a perda de controle e um consequente estado de fragilidade. A onipotência não deixa de se fazer presente, já que a existência e Deus, comprovada, retiraria do homem a força maior e única exercida sobre sua própria vida apresentando um gestor que passa a ditar a coisa, estabelecer o destino e anular algumas alternativas. A onisciência é delegada a Deus, onde Seu saber maior é que dita, concretamente, o andamento daquilo que as pessoas não conseguem compreender. Finalizando, a onipresença do homem matéria dissipa-se, devido à pluralidade de existências nas “…várias moradas de meu Pai.”

 

 

O homem, em essência, não é matéria, apenas o está. Sua natureza é a do homem espírito. Racionaliza-se, intelectualiza-se e dá-se o tom científico para que se acredite, assim como se crê em todas as coisas comprovadas pela ciência. Desnecessário? Não! Em absoluto, porém, afasta-se da condição vital para a alma. A existência de Deus se faz, exclusivamente, pela fé de seus filhos. Se Deus é ou está, isso de nada significa, já que é o todo e a plenitude. Sente-se a Deus, fazendo-o ai existir. Não fazer crer, deixar de ser temente, nada disso implica na presença de Deus.

A existência de Deus é, eterna, na simples busca da aplicação do amor, ali Ele se encontra. Percebe-se a Ele, sentindo ao semelhante, onde Deus também se encontra. . Basta não sermos homens de pouca fé para duvidar.

Deus I

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: