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“Toda criatura humana sente a necessidade de viver, de gozar, de amar, de ser feliz.

Diga-se àquele que sabe que vai morrer que ele ainda viverá ou que há sua hora foi adiada.

Diga-se sobretudo que ele será mais feliz do que já foi — e o seu coração palpitará de alegria.

Mas de que serviriam essas aspirações de felicidade, se basta um sopro para dissipá-las?”

 

O Céu e o Inferno  –  Capítulo I  –  O Futuro e o Nada

 

 

 

                Ai está, a necessidade de viver. Afinal, qual seria essa? Inexiste sua afirmação, isso é uma certeza. São infinitas as análises combinatórias disponíveis para se definir a justificativa à importância da vida para cada indivíduo. Filosoficamente, questiona-se a imposição contundente a cerca da verdade, já que a é tida como subjetiva, ou seja, pessoal e intransferível. Cabe a cada um defini-la e exercê-la, mesmo que não a tenha consciente. Os próprios adjetivos que qualificam as ações, dependem da percepção e das reações dos que as vivem. Gozar de algo, pode satisfazer a uns, frustrar a outros, repudiar  ou simplesmente passar a ser indiferente.

 

 

                Fala-se, dentro do segmento da saúde mental, que o transtorno depressivo é epidêmico na sociedade moderna (http://www.revistapersonalite.com.br/site/depressao-uma-epidemia-silenciosa/). O declínio do humor é associado ao apego em relação ao passado. Agora, o passado pode ser conceituado como um instante presente já vivido e, no caso em questão, mal vivenciado levando o sujeito a essa prisão, por culpa o frustração. Enfim, esse apego, comum e corriqueiro, demonstra uma dinâmica vazia e silenciosa optada pelas pessoas dentro do modo viventes.

 

 

                Até o mesmo o público leigo reconhece o mal viver de uma estatística considerável das pessoas. Há tristeza, lágrimas que escorrem repetidamente. A falta de disposição para a realização das responsabilidades, até no lazer, é factual. O prazer quando se realiza, por vezes, parcial ou não presentes. Os comportamentos suicidas como uso de drogas, lícitas ou ilícitas, a alimentação nociva e o pensamento em morrer ou se matar. Quantos com essas características, ao menos uma delas, não convive a nossa volta. Isso deprime o momento em que se está, o presente.

 

 

                Consequentemente, a humanidade, genericamente falando, lança-se ao futuro. O tempo certo, porém,  indefinido. Um mecanismo de defesa que permite negar o que se está vivendo e faz com que a imaginação, as ilusões, fantasias e até alucinações, conduzam os afetados a uma realidade virtual, falsa. Isso aumenta a produção de adrenalina, a pressão interna se intensifica e a ansiedade vem à tona como uma turbulência. Isso induz o ansioso a permanecer em um estado de vigília constante, já que procura o inexistente e a uma perda de energia significativa.

 

 

                Sendo criações do sopro da vida do Pai, nossas atitudes e sentimentos, imediatamente, reluzem a brisa ou a ventania que dissipa, gradativamente a vida por Ele ofertada, anulando o processo de evolução e de proximidade com a luz espiritual mais evoluída. Ao futuro, cabe a equação lógica: alcançamos os efeitos produzidos pelas causas do presente, ou, a aplicação da Lei da Semeadura.

 

 

                O gozar da felicidade e o desfrutar do amor, apenas se dá e, somente se dá, quando a alma conscientiza-se da importância da consolidação de valores, a construção de princípios e, acima de tudo, a compreensão da vida eterna. Viver não é projetar-se em tempo e espaço, pretérito ou futuro, mas, debruçar-se sobre o instante presente com todas as suas forças, saboreando-o pois haverá de saber, definitivamente, que virá a ser mais radiante do que fora outrora.

 

Tempo I

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