Skip navigation

Causas Atuais das Aflições

 

            4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.

            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as consequências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!

 

            Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração! Que de dissensões de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e aleijões são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!

            Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão. Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência. Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: “Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.

 

            A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.

 

            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.

O Evangelho Segundo o Espiritismo 

 

                A atualidade é marcada por um número infindável de diagnósticos, tanto na área da saúde mental, como na médica clínica geral. Nunca se falou tanto em depressão, quadros ansiosos e manifestações bipolares como vem ocorrendo nas duas últimas décadas. O tema está tão batido que já pertence, com intimidade, das conversas informais, na rotina de pacientes e de pessoas que convivem ou conviveram com essas doenças. Reafirmo, categoricamente, aquilo que pauta minha percepção ao longo dessa caminhada profissional e espiritual: não existem problemas, existem escolhas.

 

                Os espíritos conseguem, com maestria, descrever a maneira exata com que conduzimos nossa rotina, como nos debruçamos sobre as relações estabelecidas e que princípios adotamos a nossa visão para o presente e para o futuro. Ainda alimentamos o pressuposto egoísta, de conotação mesquinha e possessiva, porém, não nos permitimos à aproximação ego centrada, ou, o encontro consigo mesmo para a ampliação da própria consciência. Permanecemos rudes, aliás, um tanto quanto primitivos quando se diz respeito à frenética busca de um princípio de prazer instantâneo, fragilizado e descartável, que desvaloriza as interações e as relações com o semelhante e a vida num todo. Continuamos negligentes.

 

                Tornamo-nos, com certeza, capazes de alcançarmos percepções apuradas, distantes e profundas. Entretanto, é inversamente proporcional, a habilidade gerada em termos de conscientização sobre tudo isso que se é percebido. Construímos vazios, iludimo-nos com as expectativas projetadas, frustramo-nos com a incompletude que edificamos e nos assolamos, intensamente, com tudo que, sem sentido, vamos agregando para nossas vidas. Saboreamos as intrigas familiares, questionamos as razões que nos levaram a determinadas escolhas, até mesmo as essenciais, como casamentos, filhos, profissões e assim por diante. Há uma ausência de pressupostos valorativos, de uma moral deturpada e de muito pouco uso da inteligência para a condução na vida terrena.

 

                Por tudo isso, as pessoas passam a se deprimirem, fomentar a ansiedade, alcançando limiares absurdos de ansiedade, transpondo os limites à angústia. Outras chegam ao ponto de fragmentarem suas personalidades, oscilando entre a sanidade e a loucura, ou até mantendo-se insanas. Uma escolha pela dor, através da própria dor. Consequentemente, lotam consultórios, realizam tratamentos, perseguem até uma espiritualidade como tábua de salvação para seus males, contudo, permanecendo, mesmo assim, com a ausência de consciência. Ciclos encarnatórios, repetidos, de desequilíbrio, desarmonia e desesperança.

                Seu tratamento eficaz: a reforma pessoal e íntima.

 

A Dor I A Dor II

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: