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Livro dos Médiuns  –  Capítulo VII  –  Item 01

 

  • Podem os espíritos tornar-se visíveis?

“Podem, sobretudo, durante o sono. Entretanto algumas

pessoas os vêem quando acordadas, porém, isso é mais raro.”

 

 

 

        De acordo com a doutrina dos espíritos, a visualização de desencarnados, assim como a de encarnados desdobrados, é possível, não apenas no desprendimento noturno da alma, mas, inclusive, diurnamente, inserida à rotina das pessoas. A essa mesma característica, senso perceptiva, definida, pela semiologia da psicopatologia, atribui-se uma alteração qualitativa de funcionamento de funcionamento, a alucinação visual. Essa alteração é tipificada pela construção de elementos que não pertencem à realidade. A disfunção dá o eixo essencial para os critérios diagnósticos da Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos.

 

 

        Historicamente, todo aquele que se marginalizava da realidade, passava a ser excluído, para não dizer, banido, da convivência social. Isso já se dava com os místicos e bruxos ao longo da idade média, queimados nas fogueiras, os leprosos isolados na era cristã e, assim, outras anomalias ou aberrações percebidas eram distanciadas. A evolução da área da saúde mental, agregou às suas concepções, as diretrizes étnicas, ou, a valorização dos elementos culturais como identificadores dos diferentes perfis sociais. Isso trouxe o reconhecimento e o respeito às manifestações espirituais juntos aos diversos grupos que as praticam.

 

 

        A aproximação da medicina espiritual, ou, terapêutica espiritual, às definições e tratamentos dos transtornos mentais, alcançou uma visão maior, possibilitando o reconhecimento de que, muitos doentes internados em instituições psiquiátricas, eram acometidos por processos obsessivos importantes, onde a mediunidade, como função mental, manifestava-se de maneira desequilibrada. Verifica-se isso no número de entidades ligadas ao espiritismo no tratamento da saúde mental, em que se aplicam meios espirituais que colaboram com a evolução e a resolutividade dos tratamentos.

 

 

        Reciprocamente, passou-se a observar que, nas casas de trabalhos mediúnicos, independentemente de seu segmento, participavam trabalhadores, estatisticamente alocados ao grupo da normalidade, que não expressavam as comunicações com pureza, ou seja, implicavam nos conteúdos repassado, confundindo a própria personalidade com a das almas comunicantes. Um mediunismo permissivo, permitindo com que a pessoa se expressa seu conteúdo interno, reprimido, através da permissão da manifestação de um suposto terceiro, eximindo-se das responsabilidades e da culpa daquilo que se fazia ou falava.  Isso está presente até o momento atual, não foi extinto.

 

 

        Deduz-se, dessas interrelações, que o desvio, ou, a doença, fazem-se presentes em ambas as situações e o amparo de profissionais, assim como o das equipes de assistência espiritual, tornam-se imprescindíveis. Uma somatória de forças, uma aliança, de precisão cada vez mais intensa para integração, entre a Medicina, a Psicologia e demais áreas de apoio à saúde mental, com a contribuição das equipes de médiuns que se dedicam com afinco e responsabilidade para o auxílio dos pacientes e de alguns de seus membros de trabalho.

 

 

        A psiquiatria cultural, hoje simbolizada em instituição atrelada à Associação Brasileira de Psiquiatria, já reconhece as manifestações espirituais e as estuda em educandários acadêmicos de expressão no Brasil. Por isso, a colocação do Livros dos Médiuns, já se dissemina, gradativamente, nos círculos científicos. Outra coisa que se tem em comum, é a percepção de que, algumas, ou parte das experimentações, nas clínicas, hospitais e nas casas espíritas, podem ser desviantes, não saudáveis, carecendo de amparo de todos os envolvidos nessa evolução da visão do homem sobre suas próprias reações e sentimentos.

 

Espíritos I

 

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