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  1. Por que razão a loucura leva o

 homem algumas vezes ao suicídio?

 

“O espírito sofre pelo constrangimento em que se acha

 e pela impossibilidade em que se vê de manifestar-se

 livremente, donde o procurar na morte um meio

 de quebrar seus grilhões.”

 

 

                Vamos procurar construir uma compreensão a respeito do tema. A loucura, palavra exclusiva da cultura hispânica e portuguesa, não tem definida claramente a sua origem. Indica-se que a raiz encontra-se no mundo Árabe, Lauqa, ou bobo, tonto, tolo (http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/loucura/). Academicamente, loucura passou a ter uma conotação pejorativa, sendo substituída por Esquizofrenia ou transtorno psicótico. É definida como o estado de fragmentação da estrutura da personalidade, levando a uma condição de insânia, tida como anormal quando comparada ao senso comum. É caracterizada por comportamentos e pensamentos amplamente desorganizados, com a presença de delírios, alterações da realidade, e, ou, alucinações, construções imaginárias não pertencentes à realidade.

 

                Dentro dessas concepções, encontramos um sujeito, uma vida, porém, sem a devida conexão com os estímulos da realidade em que se insere, no tempo e no espaço. Há uma confluência de diferentes elementos, como se uma multiplicidade de fatos acontecessem simultaneamente e o espírito ocupasse, ao mesmo tempo, essas várias verdades. Também se percebe o ser que permanece fixado em uma única frequência, mas essa distante do momento presente em que está participando. Parece que existe uma condição de aprisionamento à encarnação, mas, um afastamento vivencial da alma num outro tempo, contexto e até personagem anteriormente vivenciado.

 

                Por essa razão se justifica o questionamento 376 do Livro dos Espíritos. O suicídio é a ação provocada pelo homem. Palavra de origem latina, suicidium, agrega sui, relativo a si mesmo, mais caedere, bater, golpear, matar (http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/suicidio/). Simbolicamente, o bater poderia significar a luta de uma alma íntegra, rivalizando com um corpo doente, incompatível. O desgaste travado entre o espírito com a condição regenerativa que se coloca, leva a contínuos golpes para a adaptação e para o processo de desenvolvimento. Nem sempre a resignação se perpetua, fazendo com que propósito kármico, ou da ação da alma, seja colocado de lado.

 

                A prova para o reencarnado é grande, bem como a necessidade de expiação. A incompatibilidade com o modelo organizacional biológico (MOB), ou corpo físico, trás consequências desafiadoras para a caminhada material, justamente para oportunizar o aprendizado e o devido reconhecimento sobre o devir buscado para a evolução. Contido, nem sempre é assim sentido e percebido. No decorrer da encarnação, pode surgir a impressão da ameaça em lugar da oportunidade, levando a alma a ser tomada pela frustração, a tristeza e o vazio, decorrente da falta de sintonia com a proposta aplicada e a dificuldade do físico para tudo ser orquestrado.

 

                Soma-se, ai, a incompletude que avassala o ser, somada com a desrealização que faz o espírito oscilar entre frequências e vibrações diferenciadas, levando a uma queda vertiginosa num tipo de buraco negro que gera o caos e o desespero. Para alguns, a saída exclusiva passa a ser o desligamento dessa turbulência. Desligar-se e atuar contra si mesmo, provocando a própria morte.

 

              Para o bem estar desses irmãos, faz-se fundamental a harmonização e o equilíbrio de todos os componentes espirituais que os formam, levando o quantum de energia etéreo para a nutrição de suas almas. Além disso, os cuidados com o corpo físico, através de medicações adequadamente administradas e meios terapêuticos que permitam a depuração dos sentimentos e pensamentos. A associação entre esses métodos transforma-se no grande salto para o auxílio de todos.

Alma I

 

 

 

 

 

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