Skip navigation

                As oscilações de humor apresentam um crescente aumento de incidência em todo o mundo, sem diferenciar padrões econômicos, culturais, gênero ou idade. Sua principal sintomatologia está no discurso e na atitude que busca o suicídio como suposta solução, mágica, para o sofrimento vivido.

 

“Um milhão de pessoas por ano se suicidam, uma quantidade maior que o total de vítimas de guerras e homicídios, um problema que se agrava, segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado em Genebra.”

http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/09/11/interna_tecnologia,316776/oms-alerta-para-aumento-do-numero-de-suicidios-no-mundo-um-milhao-por-ano.shtml

 

 

                Há uma dinâmica funcional para a expressão do humor humano, cuja velocidade, foi intensificada nas últimas décadas, provocando um direcionamento do ser humano para uma ordem não saudável de vida:

 

                    Seguimos dentro de uma linha de convicção, ou seja, mantemos nosso humor estável dentro de uma rotina, onde as oscilações, saudáveis, acontecem com o surgimento de estímulos novos, ou a intensificação dos existentes. Quando positivos, saí do da convicção e ascendemos a certa euforia. Já negativos, declinamos e alcançamos características de tristeza. Isso é da natureza humana e saudável, logo, pertencente a todos.

 

                    A avalanche de estímulos e a velocidade das ocorrências que se dão à vida, levou esse análogo eletropsicograma a uma frequência bem mais acentuada, com ondas que ultrapassam as fronteiras da normalidade e em ritmos descompassados. A tristeza, sentimento comum, alcança os quadros depressivos com muito mais frequência e, a euforia, satisfação pelas conquistas, ultrapassa-se e desbrava o espaço da mania. Socialmente, criamos a multipolaridade , sem dar uma definição apropriada, à identidade pessoal dentro desse caos.

 

                    O corpo passou a sucumbir aos padrões comercializados, fantasiosos em verdade, difundidos na mídia e na realidade virtual, agora parte do mundo concreto. A mente se dispersou, para não dizer, fragmentou-se. Dispersou em inúmeros vetores que se direcionam a cada um dos infinitos estímulos pertencentes à realidade e, fragmentou-se, por perder, em virtude da relação descrita, seu pressuposto único, uno. Finalizando, a alma, ou princípio humano, filosoficamente falando, distanciou-se de sua magia.

 

                    Assim, modelou-se um padrão de vida, onde nem sempre se compreende o que acontece, aliás, muitas vezes, levando a falta de um significado, o distanciamento a crenças fundamentais e a banalização de ritos elementares. Valores mutáveis, ou seja, inexistentes pois se mudam, alteram-se e se isso se dá, não há o que foi, o que é, apenas está e passará a assumir outro estado em tempo futuro. Não existe referência, o porto seguro. Uma suposta morte existencial, levando à desesperança, à desmotivação e à anedonia, ou, ausência de prazer para realizar.

 

                    Consequentemente, levando parte das pessoas ao suicídio concreto e absoluto. A morte plena para a satisfação de um estado frustrado e incompleto.

 

Suicídio I

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: