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               Reconhecer aquilo que causa, ou, potencializa o processo de saúde-doença é importantíssimo, porém, há uma essência maior a ser observada. Socialmente falando, há um adoecer crônico, pandêmico em verdade, consequente de escolhas, conscientemente, equivocadas.

 

                Apesar de paradoxal, lesamos, repetidamente, nosso corpo, em seus diversos órgãos com alimentos e bebidas nem um pouco saudáveis. Comemos muito mal e bebemos com o mesmo princípio de qualidade. Dormimos de forma errada e nos relacionamos com drogas lícitas com frequência, quando não, com as ilícitas.

 

                Emocionalmente, construímos desgastes intermináveis. Frustramo-nos, geramos expectativas infundadas. Somos dominados por uma obsessiva ansiedade que nos leva a angústias intensas e a tristezas recorrentes. Enfim, desrespeitamos nosso ser, da mesma maneira que degradamos a nossa morada, o corpo.

 

                É a essa patológica essência, cronificada, que me refiro.

 

                Infartos, AVC’s, câncer e outra inúmera lista de impedimentos, parciais ou totais. Quadros clínicos gerados por emoções e comportamentos corrompidos, ou, potencializada por dinâmicas de vida que se desqualificam? Ambos, provavelmente. O fato é que as pessoas que se permitem passarem por mudanças internas, evoluem melhor em suas enfermidades e recorrem em quantidade bem menor d que aquelas que se mantêm presas nos mesmos princípios.

 

                Considerando um declínio mútuo entre corpo e mente autodesenvolver-se alicerça o pressuposto da harmonia e do equilíbrio, íntegro, do ser que é uno. Agora, por que passar pela dor, para, então, buscar a saúde? É o passado que constrói a doença e se estabelece parte, por ignorância, desconhecendo os males gerados pelas escolhas realizadas. Outra por negligência, ou seja, mesmo sabendo não cria a devida consciência.  Por onipotência, crendo ser imune a tudo e a todos e alguns, talvez muitos, por um tipo de comportamento suicida, socialmente aceito. Crenças perpetuadas pela cultura e internalizadas de geração a geração num processo de aprendizado ignóbil. Mitos construídos e retratados em rituais insanos como os alimentos que ingerimos o sono que não respeitamos… a conduta antinatural que fere nossa constituição.

 

                Mas desse passado caminhamos para o momento presente, quando em dado momento pode ser estabelecido um estado não saudável. O momento do confronto com algo ameaçador. A perda do controle quando diante do risco de uma incapacidade, ou morte. A transição da incerteza imaginária para o absoluto concretismo: o domínio que nos faz impotentes. Indubitavelmente, projetamo-nos a um futuro, palpável e alcançável. Esse tempo reflete, para alguns, a modificação da ameaça em oportunidade. O resgate de si pela transformação. Ou, a estagnação consequente de escolhas insólitas.

 

                As emoções que adoecem, sistemicamente, homens, mulheres e crianças, em seus vários segmentos.

 

Cpto II

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