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               O tema que reporta à transcendência é maravilhoso, mágico em verdade e, ao mesmo tempo, inquietante e até mesmo engraçado. Em diferentes segmentos afirma-se sobre a vida que ultrapassa os limites da carne, da matéria. Seguidores da ufologia direcionam suas atenções para os seres além Terra. Algumas concepções holísticas aproximam civilizações antigas ao tempo presente e conectam espaços diferenciados como se fossem únicos. E, além dessas premissas citadas, encontramos nos espiritualistas a integração e a comunicação com vidas que, cartesianamente falando, já morreram. Mais interessante ainda é o fato de o homem transpor seus mistérios e elementos ignorados para a razão de um ser externo, como os Deuses no politeísmo, ou, a Deus no monoteísmo. Inquestionável o valor da fé, porém, a realidade humana nos lança à necessidade de controle e estabilidade, ávidos, principalmente, quando frente àquilo que não se sabe e nem domina.

 

                Particularmente, sou crente à eternidade da alma e à interação com espíritos desencarnados, assim como os ambulantes pela Terra. Não menosprezo a ufologia, muito menos as civilizações antigas, mas está no espírito minha filosofia e busca de experimentação diária. Ao longo dessas décadas de caminhada, um questionamento, frequentemente, esteve presente em minhas andanças: como se consegue conectar com os espíritos? Como acesso meu mentor, ou espírito protetor? É curioso como as pessoas pulsam, intensamente, essa curiosidade por algo que não alcançam em um primeiro momento. Mais instigante ainda é a verificação de que parte significativa dessa população de curiosos acabam abandonando o crescimento espiritual, coincidentemente, em seguida à conquista de benefícios obtidos nas casas de acolhimento e assistência.

 

                Juntando a experiência espírita a vivência na ciência da Psicologia, especificamente na área da saúde mental, pude agregar ensinamentos e percepções riquíssimas ao meu desconhecer. Hoje, pressuponho que a maior e a mais saudável das transcendências, encontra-se em nós mesmos, inclusive, purificando nossa estrutura para dai sim, chegarmos as demais vidas além da nossa carne. A finalidade não é o externo. Tudo aquilo que nos cerca compõe um veículo meio, jamais fim. Afinal, somos nós os involuídos, as almas com precisões, de inclinações muitas vezes nefastas, eximidas de ética, até mesmo ausentes de um caráter sólido, centrado em supérfluos pessoais, birras descabidas que impedem o mínimo possível de empatia e de aproximação efetiva com nossos semelhantes.

 

                A participação nesse mundo de provas e expiações e de condução à regeneração faz-nos incompletos e a passos ainda distantes da energia pura do Deus criador e de irmãos que já purificaram mais seus sentimentos e conteúdos de pensamento. Transcender a si é se permitir ultrapassar essas barreiras que nos fazem pequenos e repetidamente miseráveis. É desnudar-se para em si e para o universo que nos acolhe, sem a imposição do martelo que julga ou pré conceitua, porém, ampliado ao universo para poder reencontrar com a essência do bem que nos formou. Transcender a si é estabelecer, efetiva e concretamente, o contato e o encontro consigo mesmo, com a própria alma. Só assim, haverá a possibilidade de nos aproximarmos em essência dos demais e trocar para que haja elevação.

 

                Transcende-se, individualmente, através da humildade que se despoja do absolutismo, das verdades falseadas e do interesses convenientes que escravizam a todos. É a busca pelo autoconhecimento, buscando junto aos seus as respostas àquilo que se tem a mais absoluta certeza, como ao que se ignora, contudo, nega. É expandir fronteiras, aproximando as diferenças, saboreando as divergências e visionando uma forma de mundo muito maior do que se constrói. É ler, ouvir e permitir ter alguém que nos guie diante da nossa cegueira, um mestre, um amigo, Só assim, todas as demais transcendências acontecerão sem ruídos ou manchas que deformem a nossa visão. Assim faremos a distinção para os falsos profetas e os tão deficientes como nós que se aproximam por identificação.

 

                Transcender a si é o único caminho para abrirmos nossos braços, estendermos as nossas mãos e nos aproximarmos do Pai. As demais almas nos orientam e educa, sem dúvida, entretanto, o caminho é percorrido por nós, pela consequência do nosso livre arbítrio, nosso merecimento e a obrigatória colheita que nos aguarda. É atingirmos o melhor de nós, transmutarmos e transformarmos … uma produção de cada um, onde se assume a devida responsabilidade das coisas sem a delegação para outros. Isso é apenas alimento às nossas fantasias.

 

Transcender I

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