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Esse ano se dá o centenário da I Guerra Mundial. Evento que antecedeu e estruturou o maior genocídio da humanidade, a II Guerra Mundial. Relembrando as razões, insensatas, que motivaram esse caos, encontramos nos relatos históricos a percepção de injustiça da Alemanha e da Itália em relação à partilha de terras na África e na Ásia, na metade do século XV. Avaliavam essas nações que a França e a Inglaterra foram fortemente beneficiadas em detrimento a seus ganhos. Ao romper do século XX, o investimento em armamentos e a concepção de estratégias de guerras levaram tensão a todo o espaço europeu. Esse nervosismo era potencializado pela disputa dos mercados e da comercialização de matérias primas que fomentavam a economia. Finalizando, o nacionalismo imperava na cultura germânica e entre os eslavos. Enfim, a batalha se inicia.

Voltando à história, em síntese, esse é o mesmo processo que levou persas, gregos e romanos a invadirem e a dominarem as terras de outros povos. Posteriormente, franceses, ingleses e outras nações foram repetindo o mesmo comportamento, justificando racionalmente as razões para tais impulsos. Posteriormente, a II Guerra apenas se tornou uma extensão dessas que comemoramos provocada por todas as coisas mal resolvidas e encaminhadas pela liga das nações. As atrocidades no Vietnã, na Bósnia e atualmente na Ucrânia, Síria, Iraque e na Coréia do Sul e Norte, todas se processam, pela mesma insanidade racionalizada.

Pode-se ponderar, com esses fatos, a propagação de um mito, edificado e desenvolvido pela raça humana: o mito. Um enaltecimento obscuro, cujo sentido absoluto não se alcança, ao mesmo tempo secreto, pois é de domínio de poucos e com direcionamento mágico, que transcende à própria realidade. Em relação a essa última característica, é válido ressaltar que as concepções, assim como as instituições religiosas, sempre foram ativíssimas para esses empreendimentos. O poder, então, dá o controle e o consequente domínio sobre determinada situação ou pessoa. Quando compartilhado, isso se soma vários outros eventos e uma infinidade de pessoas, ou seja, os grupos que as reúnem. O mito se dissemina por sua filosofia, paradigmas que o sustentam, independentemente de sua veracidade. Esse arcabouço se pressupõe às gerações subsequentes, alimentando-o.

Mas o mito não sobrevive sozinho, é parasitário de outra conduta: o rito. Rito é a experimentação prática do que se pensa, adotando-se o uso de um padrão e levando ao costume. A formação do senso comum que guia as grandes massas. A essa engrenagem, usinam-se as crenças que ditam as normas e os valores para as condutas pessoais e sociais. O exercício da força sobrepõe-se a outros tipos de poder, como a Inteligência, a afetividade, a cultura e demais. O dia a dia é conduzido por algum tipo de força, imposições são aplicadas, a extrapolação de limites verificada, danos físicos corriqueiros e a morte da moral num massacre infindável. A repetição dos enganos coletivos, propagados, globalmente em nosso planeta, anulou o bom senso em detrimento a esse senso comum.

Paradoxalmente, as sociedades discursam sua repugnância e inconformidade com esse cenário. Doutrina a cerca dos direitos humanos e, pior, reconhece-se o perfil assassino adquirido pelo homem que executa esse poder, com indignação. Mas nada disso resulta em algo produtivo: perpetuamos a mesma essência

Afinal, o que precisaremos passar a ser para anular essa realidade? Qual passará a ser a nossa nova simbologia para alcançarmos qualquer princípio de transformação? Esses enganos precisam de interrupção.

Guerra I

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