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Há muita lógica e uma razão imensurável para justificar a miserabilidade à condução da vida humana. Passamos a permanecermos como seres doloridos, assolados pelo sofrimento que brota feito ramos aos frutos da frustração e da inconformidade. Há uma absoluta ausência de sentimento, formação de laços comunitários, redes de semelhanças que são próximas pela natureza, porém, distantes pela ignorância e o egoísmo que nos torna cada vez menos empáticos e voltados às necessidades, prementes, humanas.

Vidas são assassinadas em todos os recantos geográficos desse planeta. Partimos do bairro que nos circunda dos inocentes que se vão às áreas protegidas pela segurança pública, ao genocídio que se perpetua na Síria, na faixa de Gaza e assim se prolifera pelo Oriente Médio. Irmãos africanos disseminados por outra peste negra agora denominada de Ebola, vendo esvair-se pelas comunidades mortas e pelo auxílio das pessoas que fogem temerosas por receio de passarem por situação semelhante.

A degradação vai além, já que se percebe e grupos minoritários que conduzem a política mundial como se incorporassem as premissas gregas da essência democrática, mas para o povo e pela comunidade, simplesmente ofertam suas conveniências e a manutenção de suas forças em detrimento de todos que fazem a paga pela opressão. Não precisamos apenas nos reportar aos grandes eventos mundiais, pois a dilaceração da moral e dos valores ditos humanos definha de maneira semelhante nos lares que são autoritários ou indiferentes, na aplicação da lei do mais forte sobre o mais fraco em vários sistemas sociais. Há sim uma cultura inumana que atenta ao homem em todas as esferas.

Violentamo-nos através dos cálculos matemáticos, justapondo créditos e débitos que ajeitam toda essa desorganização. Ansiamos, de maneira patologicamente ambiciosa, descobrir cada vez mais recursos tecnológicos para suprir a nossa preguiça e comodismo. Ensinamos a comprar, gastar e fazer com que a roda viva se inflacione para mantermos os pilares de uma pseudo felicidade. Com isso ancoramo-nos em insólitas fantasias e damos sustentação à vida de cada um de nós, assim como da sociedade num todo, em fragilíssimas bases que nos conduzem a ruínas decadentes.

Além dessa oligofrênica escolha, conseguimos ainda agregar o adjetivo da teimosia. Sim! Pois persistimos em erros. O terceiro milênio e seu cenário aterrorizante, não difere em nada daquilo que se constituiu o século XX: figuras de poder lutando pelos seus interesses e levando-nos a um massacre humano pela guerra e pela fome. Idêntico ao que foi o Império Romano, a postura de Napoleão e outros personagens históricos e insanos com quem não aprendemos. Individualmente, repetimos modelos e mantemos um mesmo padrão degradante de assassinato de identidades.

Inexistem os valores humanos. Não há amor e uma incapacidade gritante para conseguirmos nos colocarmos nos lugar das outras pessoas. Isso nos impede e alcançarmos a devida humildade, muito menos de exercermos a caridade que cada um de nós precisa, de alguma forma, em algum tempo e em indeterminado espaço. Esperamos tão somente por um milagre que não se alcançará, pois a semeadura é livre, mas, a colheita, obrigatória. Seremos, simplesmente, a consequência do que somos. Isso nos fez perder nossa essência, distanciarmo-nos da nossa natureza e com isso passarmos a adotar a postura de desumanos insensíveis e a sua precisão humana pela indiferença… mesmo ajoelhados e orando para que alguém faça o que nos cabe enquanto responsabilidade.
Indiferença I

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