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O fato é que os humanos, assim como as demais espécies vivas, constituem-se e, desenvolvem-se, em grupos. Primitivamente, essa socialização se deu por conveniências e não por um mero impulso natural. Igualmente, por séculos seguidos, perpetuou-se sobre essa mesma égide. O processo evolutivo experimentado, fez do homem uma vida diferenciada, especializada e com inclinações mais afetivas e seguindo um contexto solidário, provocando, gradativamente e, sem ainda alcançar o seu término, a devida maturidade, compatível com a cognição obtida.

 

A latinização da palavra encontro traduz a intenção, ou o impulso de pessoas de estarem em contraposição àqueles que se opõem, de alguma maneira, ao sujeito que busca esse espaço. Somos essencialmente exclusivos e, por essa logica, diferentes. O crescimento se dá, unicamente, pela somatória das diferenças, jamais por semelhanças. Além disso, há uma incompletude inerente à formação de cada indivíduo, fazendo com que se busque, árdua e incessantemente, a complementação através do outro que carrega consigo aquilo que não se possui e, muitas vezes, nem ideia se faz que exista.

 

Inexistindo reciprocidade, estabelecendo assim uma dinâmica em que os envolvidos ganham, mutuamente, pela troca através das desigualdades, não há encontro, mas, sim, uso. A exploração do menos habilitado e mais fragilizado, sugando a riqueza daquele que se torna passivo e submisso a qualquer maneira de exercício de poder, constrói-se, então o abuso. Esses dois padrões representam a predominância das relações interpessoais, nos diversos sistemas comunitários vigentes.

 

Assim, afinal, como se define o encontro saudável, porém, minoritário? Pelo tato, dentro de seus múltiplos significados. A condução da ação para encontrar se dá quando as partes tocam a realidade de cada um. Brota uma identificação que se desdobra à simpatia, independentemente da concordância ou não dos elementos que aproximam as partes. É o respeito que sustenta essa possibilidade, já que, mesmo que rivalizados, o que se é em essência não se decompõe, muito menos faz necrosar a identidade desses indivíduos. Dentro disso, novos ramos se proliferam e a empatia vem a tomar conta do encontro, maturando as relações e denotando sua composição saudável, ao menos seguindo m postulado do a devir às relações humanas.

 

Efetivamente, indivíduos assumem a posição de estarem junto com, anelando uma aliança que se estabelece em determinado intervalo de tempo e de espaço, tocando, eminentemente, o sentido vital de cada um, ou a alma que se dispõe em conviver. Nesse ponto o tato filosófico, evolui para o experimental, ou seja, o instante em que os participantes do encontro aproximam-se. O com viver deriva-se das mãos entrelaçadas, do toque que pontua, protege e ao mesmo tempo limita. Do abraço que acolhe, aninhando tanto as vibrações eufóricas como aquelas que declinam o humor. O beijo afetuoso que demonstra o carinho, o olhar que interpreta o que de fato é e também pode afetuosamente selar a necessária censura para algo que se desvia.

 

O encontro é a expressão maior do amor, sentimento tão ambicionado e perseguido pela humanidade, em um sentido amplo, fraterno e até caridoso, validando, concretamente, o estágio evolutivo atual de cada um de nós que por aqui caminha. Uma precisão para o aperfeiçoamento de cada um de nós. Em verdade, é isso.

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