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O movimento é presente. Há um deslocamento, em tempo e espaço. Caminhamos. Porém, individualmente falando, a pergunta universal mantém-se pertinente: de onde viemos e para onde estamos rumando? Ainda cabe, com contundência, outra indagação essencial: o que estamos fazendo com a vida e a nossa existência? A interpretação cabal, referente à dinâmica existencial, aponta-nos par uma sucção das engrenagens das rotinas prontas, um reproduzir, mecânico, de ações frente às demandas e às exigências apresentadas pela vida. Nascemos, tornamo-nos atuantes na família, estudamos, trabalhamos, consumimos, sem nem mesmo saber as razões, constituímos oura família, colocamos filhos em nosso lugar, as novas gerações emergem e com isso um ciclo se encerra.

 

Dentro de uma visão política, justificam-se esses meandros pela razão social, onde nos inserimos ativamente, ou seja, somos participantes. Socialmente falando, agregamos valores, mesmo tendo as coisas repetidas, objetivando comunidades qualitativamente melhores. Biologicamente, perpetuamos, naturalmente, a espécie. Espiritualmente, reportamo-nos à evolução para uma proximidade maior com o ser externo, o Criador de todas as coisas e de todas as espécies. Enfim, indiferente do pressuposto filosófico, caminhamos. Contudo, aquilo que seguimos e cremos, é vivido na íntegra? Teríamos a necessária consciência para que nossos postulados alicerçassem, de fato, os propósitos estabelecidos para a construção de uma vida coerente e de qualidade?

 

Para essa interpretação, faz-se fundamental entrarmos nas duas vertentes que pertencem à formação e ao desenvolvimento humano: a luz e a sombra. A luz sintetiza tudo aquilo que se mostra diante dos nossos olhos. Simbolicamente, interpretem-se olhos como o ícone da consciência. Olha-se para aquilo que se pode alcançar, para a capacidade que se tem em acessar o que a maturidade do indivíduo capta. Os olhos alcançam aponta do ice berg, onde cada olhar oferece a devida análise, conforme aquela habilidade relatada nas linhas anteriores. Mas, nem tudo que está em frente aos olhos, é passível de ser visto, dependendo da posição e do ângulo em que se encontra dento do espaço que ocupa. Por exemplo, o diamante apresenta várias faces, das quais nosso olhar só chegar a enxergar, se a capacidade do ser, em virar a pedra, for aplicada. Não ocorrendo isso, permanecesse-se estagnado a uma única direção.

 

A luz e limitada, reclusa à escuridão oferecida pela sombra. Todo o corpo que forma o ice berg, sua grande massa submersa em águas profundas, é de posse de toda criatura viva, assim como dos infinitos processos que todos atuam. Pessoalmente, nem sempre nos permitimos adentrar à própria sombra. Em relação aos outros, contentamos com aquilo que damos conta de, parcialmente, ver. A interpretação das relações de causa e efeito limita-se, sem criar um corpo sólido e raízes que sustentam as coisas adequadamente. A sombra iconiza o inconsciente que nos dá ritmo e direciona para as escolhas desconhecidas.

 

Por isso questionamos até sobre os motivos de nosso nascimento. Interrogações ilimitadas sobre a justificativa do por que exercemos tal profissão, ou o que nos leva a estarmos em determinado trabalho. Dissertamos pelos motivos que nos levam a conduzir determinadas relações, até mesmo o que nos faz fixarmos em casamentos e determinadas formas de vida, todas escolhidas por nós. É essa permanência na sombra que a frustração é gerada, a inconformidade alimentada e os sentimentos de desvalia e baixa estima potencializadas. Afinal, qual o caminho a seguir?

 

Primeiramente, o de reconhecer que algumas coisas estão erradas e que por isso é preciso se repensar sobre a vida construída. Depois, verificar o quanto existe de identificação com essa engrenagem social e o quanto se está distante, incompatível dela. Muitas vezes é preciso se afastar do senso comum, para num outro momento, então, regressar para uma posição mais ativa e contribuinte com o caminho de desenvolvimento e evolução da sociedade em que se insere. É libertar-se das amarras, dando fluxo ao que se é sem medo ou julgamentos que se reportem à opinião dos outros, ao querer satisfazer alguém, ser aceito pelas pessoas, fazendo uma paga incalculável com o próprio princípio de prazer, abstendo-se de processar aquilo que é fundamental para o auto crescimento e a ampliação da própria luz.

 

Não e uma caminho fácil, porém, possível. Todavia, o único caminho para a ascensão individual. Um exercício contínuo, onde não se pode temer  erro. Rumando sempre em busca da aproximação com o acerto.

 

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