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“A força de um homem não está na coragem de

atacar, mas na capacidade de resistir aos ataques.”

(UESHIBA)

                Como é bom viver. São tantas as circunstâncias que participam da rotina das pessoas. Exemplos de vivacidade, referenciais para superação, enfim, ensinamentos diversos que dão completude a nossa ânsia à plenitude. Contudo, somos humanos, imperfeitos e ausentes da devida consciência a cerca dessa magnitude que nos pertence. Fizemo-nos insatisfeitos, geramos frustrações e, mesmo imersos nesse oceano de felicidade, buscamos, avidamente um sentido que já está nas mãos de cada um. Negligenciamos nossa própria condição, abandonamos propósitos tão sólidos e nos esvaziamos, projetando-nos ao nada, desconhecido e distante da própria posse.

 

A força humana é deplorável, pois se consome em construir significados sobre realidades que não lhe pertencem. Consolidam através as outras vidas, a rivalidade fantasiosa, até mesmo delirante, formalizando disputas competitivas desvairadas, guerras concretas e até aquelas frias, fazendo definhar a harmonia e o equilíbrio de cada um dos envolvidos. Projetam-se em ataques francos, como se aniquilassem ao próprio corpo ou as virtudes desconhecidas que carregam na própria alma. Faz-se, no gesto, a atitude agressiva, mas não somente no sentido consciente que visa derrubar ao outro, mas, igualmente, para um tipo de autopunição que se volta aos equívocos.

 

O ataque é concebido de acordo com a contrariedade: aquilo que se opõe ao que é desejado ou esperado, passa a ser visto como um ataque. Em verdade, a grande ameaça humana. Tornamo-nos, parcialmente, incapazes para transformar essas ameaças em oportunidades. Mantemo-nos vigilantes, às vezes paranoicos, e assim nos defendemos, boa parte do tempo, como se o universo conspirasse contra algo indefinido, porém, tido como nosso.

 

O processo evolutivo se dá, sim, pela resistência aos ataques. Devemos buscar a minimização das próprias ofensas, cessando a ação de corromper a si mesmos. Buscarmos a flexibilização ao acesso sobre a consciência de nós mesmos e a ampliação ao saber, reduzindo a ignorância que limita nossa capacidade de enxergar, reconhecendo ao outro e a partir dai estabelecer o princípio ativo da empatia. É preciso criar a resistência sobre nossas imperfeições, a onipotência que nos tende a estarmos acima de todos, a onisciência e onipotência que leva à falsa exclusividade e à incerteza das limitações.

 

É acolher ao ataque como algo, simplesmente, diferente, outra força que se soma a que possuímos, agregando valor e aumentando as possibilidades. O processo evolutivo se dá, simplesmente, pela permissão em viver, permitindo-se ser, sem ter que mostrar ou provar nada, mas incorporando o que se é e para que se veio.

 

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