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Sim, é fato, o pensamento pode engessar possibilidades, restringir alternativas e limitar a liberdade do indivíduo. Como função mental, sua ação é direcionada para a associação cognitiva, associada a outras tão relevantes como inteligência e memória. Filosoficamente, falando, diante da escola Aristotélica, é o pensamento que estrutura conceitos e juízos (DALGALARRONDO, 2000). A semiologia da Psicopatologia aponta, a partir daí, a dinâmica funcional para esse funcionamento mental, estabelecendo seu curso, sua forma e seu conteúdo, tanto frente à normalidade, como em situações desviantes.

 

A constituição da mente humana faz-se pela associação orgânica, constituída pela genética, onde o temperamento se forma, assim como a internalização de características que entoam o caráter de cada um. É preciso levar em consideração, então, que temos como estrutura essencial, esse modelo organizacional biológico (MOB), mas, simultaneamente, inseridos e participantes ao meio, agregamos continuamente elementos que ampliam, estagnam ou minimizam, a nossa capacidade e potencialidade. Em suma, somos o resultado de um organismo concebido, de sua participação dentro dos diferentes sistemas sociais e, além disso, tudo, dos paradigmas culturais que se perpetuam através de gerações. Somos sim complexo, porém, nem um pouco estáticos.

 

É claro que há u condicionamento operante funciona, que dita respostas automáticas diante a generalização dos estímulos, mas não podemos aplicar o mesmo princípio para aquilo que qualifica o comportamento. Isso não é direcionado e nem premeditado por um Sistema Nervoso Central que guia as ações das pessoas, como se essa fossem meros robôs. O cérebro desconhece o elemento simbólico e sua interpretação, dentro de uma íntegra que permita decifrá-los em absoluto. Partindo para um contexto abstracionista, isso se reduz ainda mais. Impulsos mecânicos são, sim, engatilhados neurologicamente, mas, suas razões, não.

 

A incapacidade humana de identificar a consciência sobre si mesmo, perguntando-se, secularmente, sobre as relações de causas e efeitos, são igualmente presentes no componente neurofisiológico. Caso isso fosse inverídico, adotaríamos uma resposta que nãos seriam nem um pouco humana, nem mesmo pertencente à vida. Seríamos máquinas. E chegaríamos a um funcionamento bem melhor do que apresentamos hoje.

 

O livre arbítrio se dá pela identificação, mecanismo de defesa, qualificando-o, então. Escolhemos por simpatia, que aproxima o sujeito do respectivo predicado, ou, refutamos, por antipatia, em virtude de um elemento de desgosto ou de desmotivação. Aqui entra outra grande função mental, a afetividade, qualificadora para toda e qualquer participação interacional. Tornarmos obsoletos a padrões, sem a devida permissão de ampliar o saber, isso é uma escolha e sua respectiva escravização, pertence a essa opção, e não apenas a uma mera resposta neurológica.

 

Caso fôssemos apenas fruto do mecanismo neuronal, de nada precisaríamos fazer para provocar mudanças individuais e sociais, já que o novo não seria ingresso às possibilidades para outras escolhas.

 

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