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“A Organização Mundial de Saúde afirma que não existe definição ‘oficial’ de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjetivos, e teorias relacionadas concorrentes afetam o modo como a ‘saúde mental’ é definida. Saúde mental é um termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional. A saúde Mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as atividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica. Admite-se, entretanto, que o conceito de Saúde Mental é mais amplo que a ausência de transtornos mentais.”

http://www.saude.pr.gov.br

 

Mesmo não havendo uma definição sólida pelo maior órgão de representatividade para a saúde coletiva no mundo e, de fato, se difícil dissertar a cerca de tal concepção, universalmente, observa-se um movimento absoluto das pessoas em busca d conquista da harmonia, do equilíbrio e, assim, da saúde mental.

Alguns pressupostos devem ser resgatados para a compreensão do funcionamento das pessoas. Somos constituídos de um pensamento que se estrutura por seu conteúdo e de respostas comportamentais que aferem a (in) coerência entre justamente o que se processa no campo das ideias em confronto com as atitudes. Um terceiro elemento, vital, está no afeto. A afetividade representa o quantum de energia psíquica aplicado aos contextos que se insere e vive, criando o significado da vitalidade que se pressupõe a coisa experimentada.

 

Independentemente dos elementos que dão forma a esses componentes, fala-se de uma dinâmica comum a toda e qualquer pessoa. Dois elementos que se conectam a esse mecanismo é que passam a corromper a naturalidade de sua resposta: a aceitação sobre si mesmo e o embate como o significado de todo e qualquer estímulo externo que passa a participar de sua vida. Assim, não apenas as diferenças culturais definem o bem estar do ser, mas, agrega-se a esse, cada uma das diferenças individuais constituídas, tanto pela composição orgânica, a constituição genética e o modelo educacional aplicado que define a maneira de sentir e de perceber esses estímulos.

 

Parte-se do princípio que a saúde mental é preestabelecida e passa a expor-se ao risco quando então essas conexões se dão. Contudo, a qualidade de vida e, logo, a manutenção da saúde mental, pode se dar. Mas, para isso, afinal, qual a prerrogativa? A primeira é que somos únicos, exclusivos. Em seguida, é que somos responsáveis por cada um dos processos elegidos pela livre escolha dentro de nossas vidas. Aqui vale ressaltar que não é pela intenção de delegar ao outro aquilo que nos é próprio que mudanças favoráveis acontecerão. Assim, define-se o princípio da individuação.

 

Ao mesmo tempo, somos seres em relação. Convivemos, além de outras pessoas ou circunstâncias, com diferenças, marcadas mesmo na similaridade. Não tê-las como ameaças, mas como oportunidades, já que o que difere soma, é o pressuposto para o tão desejado ponto de harmonia tão desejado. Isso minimiza, e quando bem desenvolvida, bastante, o poder destrutivo das altas expectativas. Um dos fatores de desarmonia humana está justamente nessa esperança que se estabelece para as demais pessoas e as relações estabelecidas, provocando o esquecimento e até a anulação da própria pessoalidade.

 

A consciência de que se age, movido por componentes próprios, pessoais, é o trilhar para a auto identificação. É um reconhecer-se contínuo que contribui para estabelecimento de uma identidade que evolui pela edificação. Com isso, reverte-se essa probabilidade projetada ao outro, fazendo com que o eu torne-se a grande alternativa. Ou seja, se todas as ações transcorrem motivadas pelo eu que me pertence, anulam-se as interrogativas terceirizadas e voltam-se a si mesmo, como eu amo por que para mim …. eu trabalho por que para mim … e assim por diante.

 

Cria-se, efetivamente, a razão para o qual me direciono. Passo a traduzi o problema como solução, a dor como um bálsamo que repara, o sofrimento como uma etapa que leva para a redenção. Um renascimento repetitivo, incluso a rotina naquilo que se propõe a fazer. O conflito transmuta-se em possibilidade, verdadeiramente.

Um caminho difícil e de necessidade premente de treino e quebra de paradigmas. Um esforço que parte somente do pessoal, da disciplina e na nova forma de olhar, porém, essencial para a redenção pessoal e coletiva para a humanidade.

 

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