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Diante de uma visão, meramente, cética, as experiências vivenciadas passam, obrigatoriamente, pelo processo de registro, armazenamento para posterior evocação e associação com os novos estímulos experimentados. Através desse processo capacitamo-nos a lembrar e assim ligarmo-nos a cada um dos anéis que constituem a corrente que dá forma a nossa história. O conjunto arquivado compõe-se de fatos positivos, negativos, marcas significativas e, quando ocorre, até traumas. A memória contribui enquanto função mental, com as demais no sentido de estabelecer, então, o caráter do perfil que estabelece cada uma das personalidades, já que nos referenciamos, inevitavelmente, a esses pontos de referência.

 

Esse mecanismo tem uma condução natural, evolui espontaneamente, porém, de acordo com cada individualidade, podem-se observar identidades que se prendem, fixam, em etapas anteriores, ligadas a um passado marcante que passa há definir o instante presente em que se está. Essa fixação leva a uma alternância não saudável do ciclo natural, dificultando o trilhar dessas pessoas dentro do caminho que deveria passar a percorrer. Alterações emocionais, não saudáveis, são estabelecidas e, consequentemente, as comportamentais desencadeiam-se, alterando as respostas e desviando-as a outra direção, que não aquela predefinida para o momento em que se atua.

 

Com essa dinâmica, os mecanismos de defesa são ampliados, ao ponto de formarem sintomas para que a proteção aumente, podendo alcançar patamares que definem um diagnóstico, ou mental ou físico. Esse ceticismo acadêmico é fato, comprovado e inquestionável, verificado pelos protocolos dos planos de tratamento aplicados nas diversas especialidades na área da saúde.

 

Agregam-se a esse contexto, os estudos e as pesquisas efetuadas sobre as manifestações e elementos transcendentais. Ou seja, mesmo que informalmente, sem a oficialização acadêmica, o estudo sobre as memórias de vidas passadas se difundem entre grupos de pesquisadores em instituições de ensino, no Brasil e no mundo, com a finalidade de contribuir com a qualidade de vida das pessoas, assim como a resolutividades dos tratamentos oferecidos às pessoas. Cito no Brasil a USP e a UNICAMP como ícones para essa ação desbravadora.

O reflexo espiritual aponta para um mesmo mecanismo, fundamentado pela ciência, para a direção dos personagens, histórias e enredos vividos em tempos mais anteriores ainda e em espaços mais distantes do que aqueles possibilidades pela experiência atual. Constatam-se fixações maiores e de amplitude mais intensa, fazendo-se percorrer ao longo de repetidas encarnações e com isso fazendo com que diferentes pessoas desviem-se do seu foco concentrado de atenção, que deveria estar no aqui e agora, para romperem as barreiras do tempo e espaço e assim deslocarem-se, pelas demais funções mentais, em esferas diferentes.

 

Sem a finalidade de estabelecer que tudo seja espiritual, aliás, longe desse paradigma, estabelece-se como meta a simples contribuição no sentido de ampliar as possibilidades e expectativas sobre o funcionamento humano e suas relações consigo e com o outro. Respeitando a participação acadêmica oficial que com grande capacidade promove a melhoria sobre a vida das pessoas e assim acrescentando novos quesitos para que possamos evoluir ainda mais.

 

Em síntese, no mínimo, devemos passar a observar e a questionar sobre a aquilo que vai além das limitações do concretismo humano, avaliando sua veracidade ou efeito placebo sobre as pessoas que buscam essa complementariedade.

 

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