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Liberdade traduz-se pelo estado, ou, permanência, do sujeito, livre de amarras ou de qualquer outro tipo de condição que o impeça de pensar, escolher ou fazer, isenta de imposições de outras pessoas ou de circunstâncias. Naturalmente, é o alvo imediato para o ser vivo ter essa capacidade de expressão. Racionalmente, é o que se elabora e arquiteta como dinâmica para a condução da rotina diária e discursada em verso e prosa por uma gama quase que absoluta de pessoas.

 

Apesar de toda a avidez em usufrui-la, seu estado é estruturado em torno de paredes que a contornam e de uma chave que a fecha, hermeticamente. A inclinação em atender as necessidades alheias, assim como a precisão em ser aceito pelo outro, mesmo que esse seja um sujeito indefinido, erguem sólidos muros que então resguardam a liberdade para sua livre expressão. O receio de se distanciar do senso comum, sentindo-se marginalizado pela eventual diferença que venha a caracterizar o indivíduo, remonta o teto da edificação e assim cria-se um ambiente supostamente acolhedor que nos encuba a sermos iguais, mais um, aceito e aprovado a perpetuar.

 

A regra social entra como limitadora, estabelecendo uma fronteira entre aquilo que é de desejo próprio com o respeito ao espaço do outro. Entretanto, se fosse só essa a distinção, estaria tudo bem. Coletivamente, há uma custódia velada que pressupõe a orquestração de seus participantes, fomentando, com isso, a unidade social e a domesticação para uma ação de fim único. Esse movimento, consequentemente, fragmenta independentemente da intensidade, o sujeito pessoal e corrobora para uma massificação orquestrada de condutas e de reações emocionais.

 

Contudo, não está com esse coletivo, à posse donatária das chaves de seu espaço arquitetado. O segundo componente que estrutura a liberdade social, no caso as chaves que enclausuram a liberdade, encontram-se nas mãos de cada um de seus usuários, no caso, as pessoas.

 

Encarcerar-se dentro dos limites impostos parte do eu de cada um, conduzido pelo veículo conveniente dos ganhos e das adaptações realizadas para a perda da liberdade em detrimento de um adestramento adaptativo as leis que pertencem a alguém, menos a si mesmos. Eis as razões pelas quais a liberdade assume a posição de escravizada

 

Paga-se um preço alto por isso, atrelado ao fato do distanciamento o indivíduo da realização do próprio desejo e a fomentação de alterações e omissões frente à realidade para compensar e substituir a plena sensação de plenitude então anulada pelo aprisionamento da própria liberdade. Comportamentos se alteram e afetividades se modificam, levando a contínua busca da autoajuda, da manifestação de sintomas e do estabelecimento de doenças físicas e emocionas.

 

O que fazer? Liberte-se de si mesmo. Esse é o caminho.

 

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