Skip navigation

Ai está uma dosagem natural e que nos conduz ao saudável e contribui com a nossa sobrevivência. Está na adrenalina o impulso que alavanca o estado destemido, que aponta para a vigília, assim que necessária e, até mesmo, defende-nos diante das arbitrariedades da vida. A ânsia pelo viver é uma mola propulsora e isso é inegável.

Entretanto, veneno é definido de acordo com a dosagem. Em relação à ansiedade, esse toque tende a ficar carregado e assim seu tempero desproporcional frente aos desafios da vida. Opta-se, então, em permanecer a maior parte do tempo carregando, desnecessariamente, o peso ansioso e, concomitantemente, estimulando em intensidade elevada, essa produção de adrenalina, levando ao aumento súbito para aquilo que é essencial e desperdiçando importante energia. É como se uma batalha estivesse sendo travada com exércitos invisíveis, em espaços indeterminados e ao longo de um tempo infinito.

O desgaste passa a ser grande e a sensação de falta de combustível eminente. Perceber-se carregando um fardo imenso e pesado sobre os ombros é contínuo e o consequente sofrimento com as coisas mais ínfimas passam a estarem presentes em cada fração de segundos e nas mais bobas realizações da vida diária. Mas a coisa pode não ficar por ai. A repetição desse padrão leva o sujeito à exacerbação, superando a própria ansiedade e levando-a a ordem da angústia.

Nesse instante, tudo aquilo que já havia se formado para a dinâmica diária é potencializado, em grande escala, agregando outros elementos aniquiladores, como a sensação de impotência frente ao contexto ansioso criado, ramificando-se em sinais semelhantes ao da depressão. Aqui se estabelece a perda de controle sobre alguns, ou vários, eixos fundamentais da vida. As dores no peto assolam, além de outros vários efeitos físicos, como taque cárdia, sudorese e tremores das extremidades dos membros superiores.

O personagem da ansiedade nega-se a viver o presente em que se encontra, negando a própria realidade. Encontra-se em um tempo futuro, envolvendo-se em outras situações, inexistentes, e, exclusivamente, antecipando algo que não existe e que não se sabe se um dia passará a fazer parte de sua vida. Logo, falamos de uma pessoa que deixa de viver, plenamente. Os focos são todos e tudo. O abandono a si mesmo é notável e a negligência com a própria qualidade de vida impressiona.  Há uma mistura de competitividade com necessidade de aceitação, uma incorporação de um super homem ou mulher que ambiciona algo completamente estranho e desconhecido. É tão exaustivo que nem mesmo consegue viver de sonhos, apenas construir-se em pesadelos.

O resgate do equilíbrio pode se dar. Mais importante ainda, faz-se fundamental. É preciso adotar consciência sobre si e ai reconhecer as eventuais necessidades de transformação para uma vida real e feliz.

Imagem

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: