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Perdemos muito mais pela ansiedade do que pelo fato. Nossos medos anulam as possibilidades. A insegurança nos impede, não apenas de conquistar, mas, também, de manter aquilo que fora adquirido.

O temor é um limitador. Bloqueia a iniciativa e até mesmo anula a condição para a realização ou a obtenção de algo desejado. Racionalizamos, ponderamos e construímos uma rede sólida de argumentos para negar a inclinação de ir ao encontro do que queremos. Alcançamos tal requinte dentro desse processo, que aquilo que inicialmente é percebido como uma mera preocupação que conduz à vigília, quase que imediatamente desdobra-se em covardia. Covardia de ser o que se é e de agir coerentemente com essa essência. Perpetua-se a percepção do medo, mas a consciência covarde se omite.

É esse medo sobre a vida que retira o sabor das ações, anula as cores dos cenários que se participa. É pela insegurança que o sentido das coisas se perde. A consequência disso tudo direciona para a estagnação e a acomodação, ambas, nem um pouco saudável, diante da natureza evolucionista de cada ser. Nossa crença conduz para a reverência sobre a expectativa dos outros sobre nós. No culto estigmatizado à avaliação feita em relação as nossas atitudes e emoções, visando à aceitação incondicional da nossa pessoa para criar a impressão de m pseudo amor ilimitado.

É pela covardia que renunciamos a nós mesmos, em detrimento de personalidades tão similares e defeituosas quanto as nossas. E assim denegrimos nossas qualidades e anulamos a própria alma como se essa não tivesse nenhum atributo. Como se tudo fosse divinizado e o eu de cada um de nós profanado.

Ó comportamento suicida é gerado dentro desse processo, levando a morte, filosófica, diária, de seres de altíssima capacidade e potencial, não reconhecidos em si mesmos e anulando-se à vida. Somos ricos e profundamente necessários para o crescimento dos sistemas em que nos inserimos, mas é preciso muito mais do que se envolver, é fundamental se comprometer para a efetivação nessa participação. Para isso, faz-se fundamental perder… O medo.

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2 Comments

  1. Bom dia Clécio,
    Parabéns por mais um brilhante texto. Te sou muito grata por tanto ensinamento.
    Um abraço

    Enviada do meu iPad

    >


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