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Dois elementos distintos: a evolução dita o destino a que se ruma. Já, evoluir, é a ação que conduz para alcançar esse estado. A evolução, regida pelo arcabouço filosófico, engendra uma série de possibilidades, assim como, veículos diversos para nossa eventual aproximação. No que diz respeito a evoluir, propriamente dito, confere tão somente a real possibilidade apresentada pelo nível de maturidade e de capacidades, subjetivos à individualidade de cada ser, ou seja, agimos em prol dessa premissa, unicamente, pautados, nas condições que detemos para progredir.

Desloca-se pela evolução, aquele que, tão somente, não se foca nisso. Especificar atitudes com o intento de evoluir é afastar-se da espontaneidade e da naturalidade do gesto, assumindo uma condição mecânica, obrigatória, que delimita o campo da consciência e provando respostas automáticas, pré-programadas, que executam as respostas.  Não se pode negar que a boa vontade existe, porém, a essência do que se é, também, logo, o que está fixado não é a intenção, mas sim o condicionamento que nos faz operar em um mesmo sentido Na prática, há o desejo de evoluir, mas, a evolução internalizada, opõe-se como força a outra direção.

A latinização do verbo, evoluir, constrói a definição de desenrolar, abrir. Assim, como pressuposto fundamental, não se deve apoiar-se às circunstâncias externas para se galgar a própria ascensão. A maior de todas as riquezas encontra-se dentro do ser, desconhecida e intocável pela maioria das pessoas. A esse crescimento, obrigatoriamente, passa-se, então, pela própria libertação daquilo que se é, ampliando o conhecimento sobre si, encantando-se repetidamente com esse mesmo eu que ainda não tenho a devida intimidade. Desabrochar para o mundo torna-se muito difícil, enquanto me mantenho fechado em botão, introspecto, sem acesso a verdadeira identidade que me define. Semeio, desenvolvo e broto em mim, assim fortalecido, acesso o externo e passo a ter com que partilhar.

Conhecer a si mesmo, ou, continuamente explorar-se para melhor conseguir se identificar, essa é a segunda premissa para se evoluir. A busca por saberes diferente e a agregação de novos valores através disso, expande e permite um olhar diferente sobre as coisas e as pessoas, sobre o próprio eu que não se encontra plenamente integrado. Essa busca pode se dar pela leitura, a participação e grupos diversos e pelo retorno manifestado pelas pessoas em relação ao nosso pensamento, ao nosso comportamento e as próprias manifestações emocionais.

O outro alicerce essencial para se evoluir encontra-se na valorização de cada atitude, das conquistas, por menores que sejam fazendo da rotina uma divinização dessa humanidade em que nos encontramos. Enaltecer quem somos e o que realizamos, não no sentido prepotente da palavra, mas, sim, no âmbito do reconhecimento da nossa força e da nossa capacidade em transformar o que temos de matéria prima, interna, em produtos e serviços que preencham qualitativamente nossa jornada e daqueles que nos cercam e acompanham ao longo da nossa caminhada. Enfim, é dar valor a tudo que alcançamos, afastando-nos das frustrações e das queixas sobre aquilo que não obtivemos, como que esse último viesse a se sobrepor ao realizado.

Aqui cabe, perfeitamente, sem poetizar a conduta, mas, apenas, fortalecendo esse princípio, debruçar sobre a rotina de cada um, naquilo que condiz com a individualidade como também com a interação coletiva, o fazer com amor. A conduta exercida como o mais refinado de todos os sentimentos expresso pelo homem. Assim, desencadeia-se a motivação, à vontade e a ardente necessidade para não estagnar, não atrelar-se em cárcere ao passado que abandonamos com falhas e realizações incompletas, nem nos ancorarmos a um futuro duvidoso arquitetado com ansiedades e novas ilusões que fomentam o desdobramento de futuras insatisfações. Passa-se a viver o presente.

Assim, a evolução se dá somente pelo comportamento de cada um de nós. Sentir-se evoluído não reflete em si o que de fato se faz para se chegar a esse estado. Evoluir é algo prático, não filosófico. Não atingindo o campo do comportamento, não passa de um mero ideal e idealizações não concretizam as nossas precisões.

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