Skip navigation

Independentemente de quem esteja ao seu lado, se isso se dá situacionalmente, às vezes ou em frequência constante, por inteiro. Não os olhe com a finalidade de enaltecer falhas, apontar defeitos e assim fazer do encontro um oceano de lamúrias e de desencanto. Apegue-se àquilo que aproximou você de cada uma dessas pessoas. Perceba-as sobre outro ângulo, permita-se valorizar o que existe de bom e de saudável.

Não se esconda, muito menos racionalize na tentativa de convencer-se de que está cercado pelas melhores pessoas do mundo. Ao invés da solidão que pontua a ação de teclar no computador ou no celular, enfrente de fato sua vida, aproxime-se das pessoas e, efetivamente, converse com elas. Não penas fale, reclame ou busque uma solução mágica para sua infelicidade. Abra-se para, verdadeiramente, ouvir o que tem a ser dito. Não crie barreiras, como se muralhas separam-se essa relação, ou barricadas protegem-se você em meio a um fantasioso combate provocado por uma guerra fria sem sentido.

Toque quem você diz em verso e prosa que ama ou no mínimo gosta. Abrace seu semelhante, integrando-o aos seus sentimentos e à sua vida. Beije-as, como se esse passasse a ser a ultima de todas as chances de tê-la junto a você. Convide-as a fazerem parte da sua realidade, contribua com a melhoria da qualidade de vida de cada uma e acolha tudo que está sendo oferecido a você no sentido de te auxiliar. Seja apenas humano, sem complicar ou construir empreendimentos, desnecessários, gigantescos para passar a crer que assim conseguirá alguma coisa com alguém.

O amor entre os homens não requer roupas de grife, posturas carregadas de etiquetas e em um vocabulário refinado para que a comunicação se estabeleça. Externar o afeto é uma ação que se sobrepõe ao cargo que se ocupa, a quantia de dinheiro que se ganha e aos bens materiais angariados. O sentimento só é puro de despido de julgamentos que impõem rótulos ou de preconceitos que marcam o preço de cada ser humano dentro de suas interações sociais, onde uns valem mais e outros menos, como se isso realmente fosse plausível e viável.

Não cometa o erro da soberba, colocando-se acima de quem seja ou da situação que for. Afasta-se do orgulho que gera o repúdio e a repugnação entre quem quer que seja. Desnude-se da vaidade, pois passar a ser amável não requer propaganda e nem enaltecimentos. Não caia na armadilha de desejar receber qualquer coisa em troca quando estiver amando. Essa expectativa já arranca, de cara, a verdadeira essência desse sentimento repassado, já que o amor é gratuito, sem paga, ausente da precisão da reciprocidade.

Aprenda a dar valor, a construir um princípio que compactue você a cada um dos que te rodeiam. Em suma, dê um sentido para sua escolha de conviver com as pessoas. Não faça de conta, não seja antagônico cm seu próprio sentimento, interrompa essa postura paradoxal que conflita entre a vontade de ser bonzinho e querido com as atitudes destrutivas que fazem de suas relações uma repetição de caos.

Se for preciso permanecer eternamente ao lado do outro? Não! Até agora me refiro à escolha de estar. O respeito às diferenças e as orientações a cerca do amor puro, por vezes, levam-nos ao afastamento. Amar, essencialmente, não é manter-se apegado, escravizando os diferentes estágios de evolução e as visões que se diferenciam entre as pessoas. Permitir partir é sublime, afastar-se para que haja espaço e tempo para se processar o que não se encaixa, fundamental.

Sublinho que a incoerência faz com que fique quem não se aceite e por isso o maldizer se desdobre. Chamo à atenção que essa estabilidade promovida às relações nada mais é do que uma opção, logo, se assim o for, que a seja com amor, coerência e com luta para que se transcenda toda e qualquer precisão de aperfeiçoamento. Caso contrário, que se dê a devida permissão para que espaços diferentes sejam ocupados e a reciclagem dessas diferenças se aprimore para em outro tempo a aproximação saudável passe a acontecer.

O que precisa ser resgatado para essa análise é que as separações se dão, são espontâneas, naturais e nem sempre sem nosso consentimento ou vontade. É ai, nesse exato instante, que a dor assola, o sofrimento toma conta, a culpa por aquilo que se negligenciou ou não se viveu, toma conta das pessoas. Isso é tão forte que leva cada ser a sair de seu eixo central, deslocando de uma linha de convicção. A perda é sinônimo de luto, mesmo com a ausência da morte. Estatisticamente considerado o primeiro lugar no ranking de causas do estresse, das ansiedades e do estresse das pessoas. Justifica-se pela razão de conduzirmos mal nossos relacionamentos, sob uma ótica de incompletude, de fragilidade, de solidões acompanhadas. Ai, então, surge o arrependimento e todos os questionamentos que se voltam para o se eu…?

Não mais se permita isso. Viva, como se não houvesse o amanhã, esgotando a convivência, para depois não se desgostar pela ausência.

Imagem

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: