Skip navigation

Ao tempo cabe marcar a ação. É único. Não se propaga, expandindo-se a um intervalo que o amplia, nem mesmo se faz retroativo, dando a impressão do resgate de seu sequestro. Ao seu prazo, define-se num caráter infinito, sem ponto de cheda, ou ao menos a marca da parida. O período de permanência é exclusivo e toma conta, preenchendo cada uma das lacunas que se abrem às escolhas mal resolvidas e às plenas que cessam os ciclos que rompem a outros que desses derivam. O tempo faz-se em uma era de permanência quando então, cada fragmento de segundo, que poderia ser minuto, hora ou outra definição qualquer, rompe-se em uma infinidade de possibilidades que não permite findar-se, impõe sua continuidade, levando-o a não parar, nem mesmo ser mais ou menos do que aquilo que sempre o será.

Ao espaço cabe o estabelecimento de limites que compõe uma área à ação ser executada. É fronteiriço. Prolonga-se de uma estrutura que o antecede, ramificando-se a outa que o faz consequente. Um conjunto unitário cuja intersecção se dá com outro também inteiro, que é o tempo. Para todo movimento, não sei se causa ou reflexo da ação, a integridade da relação se manifesta. O que faz durar deforma o espaço, fazendo de sua plasticidade a ilusão de ir e de vir, não é um delírio óptico como o fenômeno que se dá no deserto, apenas um mecanismo de defesa que busca reparar aquilo que se crê ter passado, ou, ansiar alcançar, a falta que impressiona instante imaginado como presente.

Sendo pluralizadas as formas de vida, passam essas a serem múltiplas. Num mesmo tempo e em espaços que se diferem. Não se percebe a eternidade presente na fração de segundos, essa mesma medida de tempo por nós instituídos. Por isso seus espaços ocupados se indefinem e as probabilidades para a ação ampliam-se imensuravelmente. Nada difere para as formas de vida que podem ser aplicadas por um mesmo ser junto a sua história de vida.

Desdobramo-nos pelos vários papéis, funções e responsabilidades exercidas. Fazemo-nos semelhantes ao tempo e igualmente rompemos a maleabilidade do espaço, curvando-o e com isso esboçando a sensação do passado e do futuro, mesmo sempre presente no agora. O pensamento, associado ao banco de memória vai permitindo ocupar, então, dois ou mais lugares num mesmo tempo. O tempo único. Isso nos leva a compor uma ilimitada variação de alternativas para um mesmo modo de vida e, apesar de permanecermos, sempre temos a impressão de irmos e de voltarmos, andando em círculos que nos devolvem a um mesmo ponto.

Fuga, eis o princípios para essas formas de vida. O saudável está em adonar-se desse seu espaço e no tempo que lhe pertence. É estar, efetivamente presente, no instante imediato da existência que se faz, preenchendo todas as lacunas de um espaço que se torna vazio pelo abandono de si mesmo. É não deixar o ciclo se renovar, mas, sim, galgar a outra realidade que conduz à evolução e ao aprimoramento de ser e não meramente estar.

Imagem

Anúncios

One Comment

  1. TEXTO MTO PROFUNDO ,MAS DÁ PRA SENTIR Q É MTO INTERESSANTE.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: