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Pode haver curvas, retas, até mesmo paisagens bucólicas. Um pedaço de terreno acidentado consegue participar da trajetória. Gotas de chuva conseguem umedecer o caminho, assim como tempestades dão conta de assustar. Aquilo que se tem definido como imprevisto nada mais é do que uma probabilidade que se distancia da consciência. Algo somente percebido na sombra. Atalhos compõem-se em reduções que levam a um mesmo destino e desvios meros obstáculos que nos fazem retornar a um mesmo ponto. Tudo isso está pertencente a um único caminho percorrido, já que não existe uma alternância de sentidos para o destino que é único. Ilusoriamente, até podemos acreditar nessa possibilidade, porém, tudo conspira a um mesmo significado de um significante exclusivo: o eu que habita cada um dos homens que inevitavelmente, caminham.

Tem-se a impressão, entretanto, de que com o passar do tempo, nossa jornada torna-se ampla. Vários destinos traçados, lugares diversos percorridos e múltiplas estações modificando cenários, personagens e contextos. A sensação de uma diversidade justificada, com o propósito de ampliar, reciclar e até resguardar uma suposta integridade. Proteger contra a corrupção do que nos constitui e forma. Diferentes meios que visam alavancar nossa ascensão a um lugar comum, incomumente íntimo a nossa rotina.

Considerando a realidade interna, o mundo próprio de cada indivíduo, há a preexistência de um roteiro que direciona cada passo dado. O processo de desenvolvimento alimenta e agrega elementos que ornam as estradas por onde passamos e possibilitam as escolhas referentes às estradas, avenidas, vielas e becos que dão passagem. Contudo, o destino final, permanece o mesmo, referente à necessidade e a condição de cada um que o perfaz. Urge se consolidar essa vida própria, preenchê-la de conteúdos definidos a fim de se dar rumos apropriados ao que se deseja alcançar. E é tão somente a esse desejo que se deve a estruturação da condição pessoal do indivíduo.

Todo aquele estímulo externo, seja manifesto pelas circunstâncias ou oferecido pelas pessoas com quem nos relacionamos, soma-se a essa condição predefinida que possuímos, abrilhantam, assim como da mesma maneira podem abstrair as cores que enfeitam a construção. Isso não nos faz sair da direção que nos conduz ao lugar que podemos chegar. Há a condição para se acelerar ou retardar a aproximação, mas não a de alcançar porto final onde atracamos nossa realidade para ser reciclada.

Não se altera a essência que personaliza o que somos, revela-se o que se mantém omitido ou é expresso de modo socialmente aceito. Não se criam elementos de uma origem vazia, manifestam-se após um profundo adormecimento. Enfim, não há milagre, porém, o desejo de sua existência que leva a fantasiosa reação de incorporar papéis que se definham até aquilo que realmente se é volte à tona, com força total, participando da caracterizando daquilo que se é desmascarado, desnudado, sem permitir com que se fuja aleatoriamente dos passos consequentes e inevitáveis que precisamos continuar a dar.

Caminhos percorridos. Único e que se predispõe a levar-nos para onde podemos ir. A saúde está em não fugir, muito menos crer que tudo será diferente, pois a diferenças, que existe, sim, revela-se pela tomada de consciência do devir que precisa ser ultrapassado. Ai, após cruzar a linha de chegada, abrem-se as portas para a execução de uma nova rota que nos conduzirá à continuidade daquilo que devemos preencher.

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