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Quantas expectativas construídas em sonhos, desenhadas em fantasias! O sopro da vida trouxe a tua alma e, a projeção dos sentimentos do mundo te aloja nos vagões retos que te conduzem ao mesmo caminho do senso comum, que acolhe tua falta de consciência e adormecimento para iniciar a repetição de tudo aquilo que jamais parou, apenas continua. Vai maquinista e começa tua trajetória!!!!! Seja bem vindo ao vagão da família que te engatilha, puxa-te e aponta o roteiro.

Essas foram as palavras que tomaram minha mente assim que dei início a nova trajetória. Um novo caminho para uma velha vida. Assim como os demais, percebia-me desejando e sendo desejado. Ambicionando posições, querendo ocupar lugares, impor o que tinha como sendo meu, em oposição a tudo mais que não me pertencia. O turbilhão formado pela somatória das mentes ali presente, poderia representar a reatividade dos fenômenos da natureza na sua mais pura essência O real conflito a ser vivido ao longo de todos os trilhos percorridos.

De imediato, tutores aproximaram-se de mim. Assim fui presenteado com uma identidade preexistente e com perspectivas que cabiam tão somente às frustrações dessas pessoas que não tiveram a coragem para realizar, transformar as suas vidas. Um nome qualquer, pelo menos para mim, veio a me denominar. Fui imbuído a ser crédulo de crenças que desconhecia, não compreendia. Expectativas a mim forma projetadas, como seu passasse a ser o responsável pela transformação do insucesso, a perpetuação de novas conquistas e até mesmo a redenção de um ostracismo propagado por múltiplas gerações que embarcaram nessa mesma locomotiva.

Tudo era muito confuso. Em relação a mim, elementos novos associavam-se à bagagem que trazia comigo de todas as demais viagens que havia feito. Cada um dos compartimentos que me definiam, apontavam minhas inclinações de simpatia para com esse estágio, de antipatia para as circunstâncias que me pressionavam. Revirava cada uma das peças que carregava para o novo enfrentamento, mas nem sempre me dava conta se discernia sobre o que de fato estava em mim e o que me era imposto pela solicitude ou reatividade dos que me acolhiam. Igualmente, conflitava, já, com as comparações que realizava quando observava os responsáveis por todos os demais companheiros de viagem, o que lhes era conferido e a maneira como repassavam às suas mãos os presentes que definiam seus novos estados. Via tudo misturado, confundindo-se com o que acreditava ser e me libertava, com aquilo que deveria passar a ser e me aprisionava.

Estar nessa locomotiva, era algo inevitável. Em verdade, o caminho único que poderia ser seguido para alcançar meu destino, meu aperfeiçoamento. Enfim, incorporava o espaço da minha carne, dividia meus limites com as fronteiras das novas provas, expiaria o que se me acometera e que fizera. Mesmo sem uma consciência simbólica a respeito de tudo isso, sabia que os sentimentos me invadiam. Podia não saber, mas era certo das intuições que assolavam minhas percepções. Claro que tudo isso me dava medo e por isso precisava do acolhimento daqueles que me amparavam, certos ou errados. Essa desconhecida novidade expressa em tarefas, fazia-me proteger desde o começo, uma defesa adotada para minha sobrevivência. Uma passagem sem corrupções. Uma caminhada sem o prejuízo do egoísmo. A manutenção da minha integridade acompanhada pela necessidade da fraternidade. Um fazer sem se orgulhar. Falar a língua dos homens, sem perder o idioma dos anjos. Temer sem perder a fé.

O que era verdadeiro, apenas a dificuldade para aproximar tudo isso nesse viagem.  Precisava alimentar o amor para alimentar o meu ser e assim ofertar aos demais. Não podia me tornar frio e nem intransponível. Sabia que precisava me manter menino enquanto menino, homem quando chegasse a hora para assumi-lo. Não seria possível viver em partes. Começava essa jornada rogando por manter essa fé em mim, pois solidificado, teria condições de atribui-la a outrem. Agarrava-me à esperança para sempre conseguir dar continuidade no que precisava crer. Definitivamente, era no sentimento de amor, e apenas nele, que isso poderia ser processado e cumprido.

O que mais me elevava a motivação, era perceber que cada um dos passageiros que me acompanhavam na locomotiva, direcionava-se à mesma direção. Um mesmo objetivo, um mesmo fim. Então, embarcávamos na locomotiva da vida.

Vocês, por acaso, têm visto o sopro de suas vidas por ai?! Ou a tua vida não assopra mais e te manténs com a ajuda da vida que deseja dos outros?!

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