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Vivemos em um mundo incoerente: o bom é apedrejado inicialmente e depois santificado como se não pertencesse à realidade. Clama-se pela a harmonia entre as pessoas e o equilíbrio entre os povos. Nas orações, pede-se, ardentemente, pela paz. Os discursos sociais dissertam a respeito da inversão de valores, das fragilidades interacionais e da necessidade urgente de se superar as diversidades e, definitivamente, proclamar-se a igualdade entre os homens. Tudo isso é correto e irretocável no que diz respeito à racionalidade humana. Entretanto, o exercício prático a todo esse clamor deixa muito a desejar.

Historicamente, Sócrates foi condenado à morte e assassinado. Platão teve seu tempo de foragido e refugiado das pressões políticas. Jesus de Nazaré foi perseguido, negado dentro de seu próprio povo e precocemente crucificado. Francisco de Assis passou por intervenções semelhantes em suas peregrinações. Gandhi foi preso e desqualificado por suas intenções. Marthin Luther King segregado, assim como Nelson Mandela. O que mais chama à atenção é que, a representação desses ícones da história do homem, alguns entre tantos, ganharam, depois de muito apanharem e sofrerem, literalmente, lugar de destaque frente às organizações sociais. Até hoje, todos são seguidos, referenciados e até mesmo endeusados. Importante frisar que são pilares para a educação e para as regras dos diretos sociais. Olha o tipu da cunversa!!!!! (sic).

Não apenas à história geral deve-se essa fragmentada ação da personalidade humana. Diante da rotina das pessoas comuns, passam vários seres que se assemelham as posições desses ilustres conhecidos, porém, com impactos específicos à vida de poucos que os cercam. Entretanto, o tratamento não difere na intenção, apenas na forma, afinal, não se envenena mais ninguém, os assassinatos são combatidos e o cárcere privado passou a ser crime nas sociedades. Mesmo assim, continuam a serem desqualificados, combatidos e segregados à margem de um funcionamento coletivo conveniente e de sobreposições nas relações de poder.

Vejam que interessante: o homem que não bebe e não joga, passa ser chacota diante dos demais. Aos que buscam seu desenvolvimento através da espiritualização, são denominados alienados. Quem não trai e luta diariamente pela edificação da família, é tido como tolo. Não passar a perna nos outros assume a ordem dos coitados que poucas coisas obterão por serem assim e os que são felizes com que têm e não reclamam pelo que poderiam ter mas ainda não conseguiram, que não entram na dinâmica acirrada de competitividade do mercado, são conceituados como ingênuos insanos.  Ou seja, criamos certa ordem funcional que semeia o solo das micro relações, ramificando-se para as macros.

O processo não se diferencia nas pequenas células sociais, famílias, ruas, bairros e demais agrupamentos comunitários. Aos tolos cabe alimentarem seus pressupostos de vida, e aos espertos criticarem, zombarem e excluírem. Depois da morte, os espertos veneram aos tolos, afinal, quem se propõe a viverem determinadas posturas. Aos que ficam, perpetua-se a incumbência de preencher o vazio provocado pela correria sem destino e as atitudes de desatino escolhidas para regerem seus cotidianos sem sentido.

Ser, incoerentemente, bom, é divino! Transpessoal, afinal, ultrapassa a capacidade percebida pelo atual estágio evolutivo dos homens. Não há nada de endeusamento nisso, mas, tão somente, uma visão comportamental saudável, que não danifica o corpo, não desequilibra a mente e unifica o ser de cada um através do resgate de sua alma, que é o bem de todos e a felicidade através do reconhecimento daquilo que se tem nas mãos, do que se pode produzir da contribuição única que cada um deve fazer enquanto responsável social do bem estar de todos que precisam da união entre os semelhantes para a edificação de um mundo consciente, coerente, sem mecanismos de defesa, distantes de sintomas e ausentes de diagnósticos das patologias fermentadas em si mesmos.

A solidariedade entre os homens se dá, exclusivamente, pelo resultado das ações dos homens de bem. Bem no sentido de optarem por atitudes saudáveis, sem o mérito de juízo de agirem por um viés certo ou errado, afinal isso é muito subjetivo, mas, sim, pelo discernimento e o bom sendo de não provocarem doenças em si e nas pessoas que nos cercam. Isso não é subjetivo.

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