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                Pouco tempo antes de ler essa publicação no Facebook (vejam a figura em anexo), ontem, presenteei-me ouvindo de um casal que “temos a consciência de que não temos tudo o que gostaríamos de ter, mas, temos a certeza de que temos tudo àquilo do que precisamos.” Duas verdades, uma presencial e a outra virtual. E essa junção de aprendizados fez-me refletir.

Por onde caminha a qualidade do nosso viver? Antes mesmo de pensar e algum tipo de resposta, outra indagação tomou conta da minha mente: quem é o sujeito da responsabilidade para tal estado em que nos encontramos? A essa segunda questão, a resposta foi imediatamente rápida e voltada para a primeira pessoa do singular. Eu sou o responsável, e assim tomei a liberdade para representar um universo vasto de semelhantes, chamado nós, que estamos ai pelas estradas percorrendo os vários caminhos da vida.

Ansiamos por saúde e nosso discurso e ações estão atrelados a essas reivindicações. Bebemos, fumamos, comemos desmedidamente e não cuidamos do corpo. E sempre delegamos a terceiros os cuidados sobre o princípio da relação vida e morte. Cobramos dos governos e exigimos maiores ações para nossa defesa. Fundamentais, obviamente, porém, desmedidas, já que aplicamos às nossas vidas um suicídio filosófico que discorre sobre nossas mortes em doses homeopáticas. A alguns profissionais ligados à área da saúde, presenciamos a destruição do sistema vital que nos mantém. Igualmente, clamamos por justiça, reivindicação essa mais velha dos que as próprias pedras que encontramos pelo caminho.

Rumamos aos tribunais e aos cientistas jurídicos e inflados damos gritos de ordem quando sentenciados contrariamente as nossas expectativas. Paradoxalmente, não exercemos esse princípio. Rotineiramente somos injustos quando do exercício de nossos papéis e funções diante daqueles que de nós necessitam. Muito comum não sermos pais verdadeiros, companheiros fiéis as nossas escolhas, profissionais exímios ou sensibilizados com as demandas da sociedade em que nos inserimos. Pasmem! Convivemos com advogados e demais personagens da justiça destruindo a própria Lei que os alimentam para a condução de suas tarefas.

Toda essa cultura de fragmentação e conveniência, profetizada na formação das novas gerações que rompem seu desenvolvimento e assumem as atividades dos mais velhos em qualquer um dos segmentos atuantes. A Filosofia já havia sido destruída séculos atrás e hoje as universidades se encarregam de acabar de vez com o conhecimento. Não falo aqui é claro da técnica, mas, sim, da moral e da ética que sustenta a ação de qualquer um dos doutos que se tornam especialistas em alguma coisa. A aqueles que nos regem politicamente, complementa-se esse ciclo, com o cerrar da liberdade do homem e entre o homem. A chantagem mal lavada que oferta a proteção do estado frente à concordância passiva e submissa de seus súditos nos mantém calados, até mesmo quando gritamos ou nos agitamos.

A imprensa descreve sem qualificar, simbolizando a guerra fria que se faz contra a ação de pensar. Ai deturpam-se as informações. Religiosos e não as religiões em si, aniquilam a moral, os valores humanos e a realidade concreta de seus fiéis e do sistema em que se inserem. E as autarquias financeiras acabam com o dinheiro de seus explorados e a economia mundial num todo, fazendo-nos desiguais e fomentadores das adversidades. Palmas e me respeito a Chris Hedges que conseguiu sintetizar de maneira tão simples, ao mesmo tempo forte e ampla, o diagnóstico da realidade que construímos. Afinal, isso se dá pelas pessoas, nós somos pessoas e essa prática se dá dentro das nossas casas e aplicadas a nossa cultura diária.

Ai que resgato as sabias palavras do casal “temos a consciência de que não temos tudo o que gostaríamos de ter, mas, temos a certeza de que temos tudo àquilo do que precisamos.” Pois tudo isso só é real e pertence as nossas vidas pelo fato de aplicarmos uma razão inversa à sabedoria empírica de poucos sãos em nossa sociedade. Cremos que precisamos ampliar, cada vez mais, consciência sobre aquilo que precisamos e eliminar a que temos sobre nossas conquistas. Mas, afinal, já paramos par pensar no que realmente precisamos? Não!

Miseravelmente, precisamos apenas daquilo que não nos pertence. Tornamo-nos pobres pois almejamos o que é do outro e damos a menos valia para o que está em nossas mãos. O outro é vasto, pois concentra todos os demais seres humanos e isso nos faz eternos insatisfeitos, pois jamais possuiremos tudo de todos. Porém, ainda não nos conscientizamos disso e empreendemos mirabolantes artimanhas para conseguir. O mais louco de todos os nossos comportamentos para isso está em destruir. Aniquilar a saúde, física, emocional e espiritual de si e do próximo, acabar com a justiça par se ter a condição total para se manejar, o conhecimento para se ignorar e a liberdade para permanecer preso à própria arrogância e pequenez que nos fizemos ao longo das gerações. A moral, os valores e a ética já se esfacelam em si mesmos há muito tempo. O princípio vital é material, pois mesmo sem dinheiro, vive-se a ilusão para se ter.

E se não ter?! Passa-se ao estado de marginalização. Percebido como tolo. Concebido como ingênuo. Afastado e segregado para fora dos ciclos que regem essa dura realidade humana.

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