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Não há um novo ano, como se tudo fosse aberto para aquilo que idealizamos apenas uma nova cronologia. Nem pessoas novas ou regeneradas, pois essas permanecem estagnadas, ou, dão continuidade ao seu processo de desenvolvimento. Logo, não podemos jogar a responsabilidade para 2014. Precisamos assumir nosso processo de mudança.

Particularmente, desejaria muito que ao rompermos a meia noite do dia 31 de dezembro, déssemos início a uma nova era, um novo sentido e a efetivação para um mundo repleto de amor, de igualdade, fraternidade e harmonia plena entre seus participantes. Que todas as sete ondas puladas se transformassem em realizações, que o branco das roupas refletisse as transformações concretas que tanto necessitamos e que determinados alimentos ingeridos, simbolizassem essa tão almejada evolução.

Mas não é assim, pelo menos, é o que verifico a mais de quatro décadas. Simplesmente percebo que os mesmos pedidos, as ansiedades e o clamor se repetem e, os passos humanos perpetuam-se em marcas cravadas em círculos frequentemente repassados ao longo de todos esses anos. Vamos além! Logo após a maior de todas as festas cristãs, que reúne a quase todos nesse planeta, referimo-nos às ilusões, aos artifícios e aos engodos que nutrem por mais um ano, a o autoengano de cada um de nós.

Atravessaremos apenas um novo ano, por sinal, identificado pela capacidade cognitiva do homem que pensa e aplica sua inteligência. Aquilo que é, permanece, não pelo fato de vivermos do passado, mas, sim, pela simples razão de sermos inseridos em um estado próprio, cuja mudança, pertence, exclusivamente, a nossa ação e consciência sobre o que deve ser alterado. Em relação ao futuro, esse deriva da consequência natural das nossas escolhas presentes, passadas, enfim, dessa maior realidade que nos pertence, que é o livre arbítrio.

As felicitações se devem as oportunidades diárias que temos ao renascermos a cada manhã, após longas horas de hibernação que nos coloca em posição passiva, o sono. As comemorações estão, proporcionalmente, ligadas as vitórias alcançadas em cada um desses dias sejam pela amplitude do que evoluímos, ou, pela mera interrupção do próprio declínio. Não se comemoram falsas promessas, nem mesmo vãs expectativas. A vida que se renova é que precisa ser enaltecida, nada mais.

Um brinde ao nosso papel e função de seres sociais: viva o enaltecimento ao personagem de pai e mãe. Esposa e marido. Ao cumprimento com excelência da responsabilidade social perante outras pessoas que necessitam de nós. Saudações à consciência de valores e ao exercício da cidadania. Reverência ao altruísmo e a minimização do egoísmo. Dignificação ao exercício do amor verdadeiro, a mão estendida, a solidariedade e a luta por um mundo igualitário, justo e coerente com aquilo que se pensa e se faz.

Não se constrói um mundo de satisfação em intervalos de relaxamento, embriaguez e comilança, seguidos de alguns poucos dias de descanso e afastamento do estresse que se mergulha do dia a dia. Isso somente relembra os banquetes romanos, ou seja, a continuidade daquilo que se precisa mudar.

Desejo, assim, a todos, sem exceção, felicitações à renovação da vida, lembrando que cada um de nós é parte atuante, objetiva e responsável por uma plenitude para se ser e estar. Afinal, é o que se ambiciona desde os primórdios.

Feliz 2014!!!!!!!! E que Deus os abençoe, assim como os seus, hoje e sempre para a concretização dessa significativa empreitada.

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