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A aplicação da verdade em nosso cotidiano é no mínimo instigante. Há, sem sombra de dúvida, uma provocação que conduz a uma disputa interna, à realidade vigente e as necessidades de cada pessoa. É simples associarmos essa característica no momento em que pensarmos no embate que ocorre na hora exata da decisão tomada de levar ao outro a realidade dos fatos. De um lado, deparamo-nos com o evento concreto, implicando e impactando sobre o elemento vivencial de todos os envolvidos. Em contra partida, existe a relação de consequências geradas pela utilização dessa honestidade. Independentemente de qualquer motivo, a autenticidade é a essência do real, daquilo que foi realizado. Deparar-se com isso não é uma tarefa fácil, pois nem sempre temos uma estrutura de personalidade compatível com a intensidade do vivido.

Em outro sentido, afastar-se desse enredo genuíno, torna-nos réus do falso, não dando legitimidade ao ocorrido e aos envolvidos. Sem alternativa, outra história se escreve e os mesmos personagens atuam com diferentes modelos de atuação. Alguns classificariam essa definição como sendo a apresentação de uma fantasia para se levar algo inadequado e desconfortável. Um segmento diferente, já apontaria a mentira como sendo o cerne da questão. Enfim, ambas se afastam da realidade e desviam seus autores da saudável ação de bem relacionarem-se, consigo e com todos que o cercam.

O desenvolvimento humano alimenta esses dois gladiadores. A análise das consequências estabelece um embate com o eu. Ameaça, fragiliza e impõe verdades equivocadas. A onipotência conduz à arrogância e à falta de humildade, depositando nossos pés no pedestal mais alto dos relicários desejados. Abandonar essa condição é sofrido, pois leva ao reconhecimento das limitações e a exposição às atitudes fortes e intensas originadas das reações alheias. Para nos protegermos e mantermos a integridade do que idealizamos, negamos tudo o que vem contra ao controle e a condição criada. Não sendo suficiente, passamos a anular o inimigo, acreditando não fazer parte do contexto emplacado. Mecanismos de defesa, como esses, delimitam o espaço entre o indivíduo e seus pares, impedindo com que ocorra uma invasão em qualquer sentido.

Claro que essas estratégias nem sempre são suficientes. Nossa precisão em manter o conquistado e expandir os espaços a serem tomados, faz-nos desejar dominar o território que não nos pertence, conduzindo, agora não mais nossos semelhantes, mas, rivais, a participarem dessa louca magia fantasiosa. Para isso, projetamos, lançamos, para as pessoas, aquilo que nos é e cremos como uma verdade mítica e rica de conteúdo para o universo. Em relação aos afins, parceiros ou cúmplices do plágio ao fiel, movimentamos um antagônico, introjetando o que conceituamos como transparente e assim alimentamos nossos delírios de realização, em alguns casos, alucinamos desvairadamente em prol da luta incessante para a comprovação do que não é fato.

Quietinho, obediente e paciencioso, o outro gladiador aguarda, respeitosamente, a boa vontade dos temerosos. A máxima, o axioma que transparece a razão e que está alojada na mente, mesmo com qualquer tipo de defesa contrária. É a maturidade da consciência que a torna forte e eficaz. A prática orquestrada com a teoria que a alimenta. Mesmo assim, somos seres em evolução e ausentes de uma plenitude de capacidade e de habilidades. Seu aperfeiçoamento se faz importante em todo e qualquer momento da experiência chamada vida. A humildade para reconhecer essa inabilidade e a flexibilidade para a abertura, em situações múltiplas e em tempos diferentes é fundamental. Só assim a aquisição da capacidade de compreender e estar com a verdade é possível.

Essa luta sempre existirá e acontecerá, pois os desafios são enormes e quanto mais nos aperfeiçoamos, mais difíceis tornam-se as provas aplicadas pela existência. É se importância ímpar entendermos que o preparo para esse confronto está nas pequenas coisas que se instalam na rotina. A maior delegação deve ser dada as escolhas feitas, simplesmente pela razão de que livremente as fizemos. Assim, se amo, demonstro. Assumindo, executo. Desgostando, relato.  Errando, reparando e dessa forma vamos nos treinando e oportunizando uma melhoria contínua para nós e para todos os que conosco convivem.

É certo que a tarefa não é fácil, talvez, muito difícil na verdade. Somente por essa razão é que falo em o desafio da verdade. A minimização disso se dá estabelecendo-se uma competição consigo mesmo, jamais com o outro. Colocando metas, adestrando-se, controlando os impulsos e revisando a cada instante o desempenho diante de si. A batalha é dentro de nós e não com os demais. O maior inimigo, ou, o colaborador mais eficaz nessa prova somos nós mesmos. Precisamos reconhecer o guerreiro que nos abita e transformá-lo num agente de paz, harmonia e prosperidade moral, espiritual e social. Acredito que dessa forma, nosso planeta tende a regenerar-se e ascender para mais próximo da luz.

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