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Existem queixas. As insatisfações se repetem, um reflexo natural para as frustrações. Inconformidades vão além da mera percepção, são sentidas. Humores oscilam e as reações afetivas se alteram. O comportamento, por essas razões, acabam não seguindo uma linha de convicção, transformam-se. A orquestração entre o que se pensa com aquilo que se faz, entra em descompaço.

Clama-se por amor, ofertando-se a discórdia. Prima-se para uma convicção ao mesmo tempo em que se dúvida dos fatos. Valoriza-se a verdade alicerçando-se em mentiras socialmente aceitas. A apologia ao diálogo é feita, fazendo-se de surdo às reivindicações alheias ou de mudo à intolerância descabida àquilo que se concebe como imutável. Orgulha-se de exemplo repassado às pessoas, adotando posturas opostas e incoerentes ao que se faz e ao que se diz.

Trabalha-se com esmero, mas se vê quebrando pedras sem notar que se ergue uma catedral. Aufere valores irracionais ao que de fato é da ordem da menos valia e deixa-se sucumbir o que realmente é caro. Engana-se, ambicionando fugir da realidade e assim viver uma idealização, como se essa fosse algo inalcançável, proibido. Engana-se, crendo, veementemente, que a verdade mais bela é aquela que atrai para as armadilhas da ilusão.

Somos antagônicos ao que de fato somos e como somos. Redundantes em erros e disseminadores para a inconsistência de um sentido par avida. Infelizmente, essa não é uma concepção pessimista dos fato, tão somente uma descrição concreta da dinâmica imposta ao belíssimo fenômeno chamado vida. Desgostos profissionais e laborais. Constantes conflitos e reclamações familiares. Incompatibilidades sociais. Aventuras e desventuras conjugais. Questionamentos, indagações e uma busca frenética por respostas externas para os conflitos internos.  O não reconhecimento de si mesmo em detrimento à precisão por ser aceito e acolhido por outro, tão estranho como a nós próprios.

Complicações da vida diária que dificultam a aproximação a uma plenitude. Em verdade, é assim que estamos e nos encontramos enquanto humanidade. A inversão a esse processo é totalmente possível e vital. É preciso parar, para depois interromper. Analisar, em si, e ai transmutar e somente depois estar apto para efetivamente transformar o meio e contribuir para a mudança dos seres que nos acompanham.

Se antes de começarmos a falar, determinarmos e escolhermos, previamente, as palavras, a nossa conversa não será vacilante nem ambígua. Se em todos os nossos negócios e empresas determinarmos e planearmos, previamente, as etapas da nossa actuação, obteremos o êxito. Se determinarmos com bastante antecedência a nossa norma de conduta na vida, em nenhum momento seremos assaltados pela inquietação. Se sabemos, previamente, quais são os nossos deveres, será fácil darmos-lhes cumprimento.”Image


Confúcio, in ‘A Sabedoria de Confúcio’  –  http://www.citador.pt/textos/nada-e-complicado-se-nos-prepararmos-previamente-confucio

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