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Vejo-me múltiplo, vagando em direções opostas, sem sentido.

Não me percebo nos traços marcados.

 Estou antagônico em cada eu que encontro pelo caminho.

É o sol que me faz como fotossíntese,

Ampliando minhas vidas através das fraturas,

Espalhadas pelas calçadas.

Sem sentido, então, recolho-me à noite.

É estranho, mas, mesmo sem perspectivas,

As sombras dão continuidade à companhia

Dessa minha solidão insuportável.

Desisto de afastá-las,

Altas, magras, disformes, tão sem sentido quanto eu.

Tento vesti-las, mesmo assim. Crendo, ilusoriamente,

À outra identidade, mesmo que customizada.

É em vão!

Não entro em nenhuma das minhas projeções.

Cansado, mergulho na luz, entregando-me à força

Que se mantém, mantendo-me, ausentando-me.

Provocando a união de todos os que sou.

Que desejo ser …

Que desconheço.

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One Comment

  1. perfeito!


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