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Hoje é o dia do Professor. Belíssima profissão cujo exercício, magistral, constrói e transforma indivíduos e a sociedade. Faz-nos o que somos e possibilita sentirmos. Um importante momento para refletirmos sobre uma ação, que de fato, é de todos. Não cabe, e injusto o seria, atribuir, com exclusividade, a essa classe de trabalhadores, tamanha responsabilidade. Fala-se, aqui, de um atributo que pertence ao coletivo, onde, somente através da somatória de esforços, é que se alcança o devido resultado para cada ser, para cada vida e para a sociedade em si. Preexiste, assim como em paralelo e posteriormente ao ciclo de estudos de uma pessoa, sua educação formal, a indispensável participação, envolvimento e comprometimento como os dispositivos associados à ação de ensinar.

Sem exceção, cabe a cada um de nós, o exercício de aprender, como também o de ensinar, ambos, pautados no reconhecimento humilde do não saber, ou, na possibilidade para reconstruir o que se tem como certo e verdadeiro. Originalmente, está na família a edificação dos alicerces básicos do ensino. A figura do pai e da mãe equaciona, ao ser em desenvolvimento, o conjunto de valores que se atribui as coisas e as pessoas, dando ao seu tutelado, no caso, filhos, as condições indispensáveis para se relacionarem consigo mesmo e com o ambiente. Aqui, em verdade, mais importante que a qualidade daquilo que se ensina, está a não omissão desses recursos aos filhos que foram escolhidos parar ter. Reitero essa questão, pois muito se fala, com tom comparativo e competitivo, a respeito da forma como se dá os ensinamentos para os filhos, enaltecendo alguns padrões e desdenhando outros. O dano não está nesse eixo, mas, sim, no eximir-se de ensinar. O papel maior do ensino familiar está em gravar uma marca, um sinal. Dar uma direção para os passos que os filhos darão.

As instituições de ensino, onde se inserem os professores, organizam e desenvolvem o conhecimento para que o desempenho pessoal e social se dê através do comportamento produtivo. O professor educa e somente potencializa o que se ensina no espaço familiar. Educar é instruir, pela criação de modelos, guiando e conduzindo seus pequenos discípulos a futuras execuções para o bem estar e a realização de suas responsabilidades sociais. O Professor apresenta e integra seu aluno ao mundo, acompanhando-o na bela jornada para fora de si, apontando espaços, condições e necessidades que vão bem além da própria realidade de cada um, do mundo interno de seus alunos.   A partir dai, escola e comunidade passam a interagir, simultaneamente. O Professor tem um papel de educação contínua para a vida do cidadão, assim como, cada elemento que compõe a cidadania, atua, diretamente, como agente direto do ensinar. Pais, chefes, colegas de trabalho, companheiros de atividades, enfim, todo e qualquer segmento onde pessoas se reúnem e atuam ensinar e aprender devem pautar as intenções dos seres para que alcancemos uma qualidade de vida cada vez melhor e mais apurada.

                “Não basta preparar o homem para o domínio de uma especialidade qualquer. Passará a ser então uma espécie de máquina utilizável, mas não uma personalidade perfeita. O que importa é que venha a ter um sentido atento para o que for digno de esforço, e que for belo e moralmente bom. De contrário, virá a parecer-se mais com um cão amestrado do que com um ser harmonicamente desenvolvido, pois só tem os conhecimentos da sua especialização. Deve aprender a compreender os motivos dos homens, as suas ilusões e as suas paixões, para tomar uma atitude perante cada um dos seus semelhantes e perante a comunidade. 


Estes valores são transmitidos à jovem geração pelo contacto pessoal com os professores, e não — ou pelos menos não primordialmente — pelos livros de ensino. São os professores, antes de mais nada, que desenvolvem e conservam a cultura. São ainda esses valores que tenho em mente, quando recomendo, como algo de importante, as «humanidades» e não o mero tecnicismo árido, no campo histórico e filosófico. 


A importância dada ao sistema de competição e a especialização precoce, sob pretexto da utilidade imediata, é o que mata o espírito de que depende toda a actividade cultural e até mesmo o próprio florescimento das ciências de especialização. 


Faz também parte da essência de uma boa educação desenvolver nos jovens o pensamento crítico independente, desenvolvimento esse que é prejudicado, em grande parte, pela sobrecarga de disciplinas em que o indivíduo, segundo o sistema adoptado, tem de obter nota de passagem. A sobrecarga conduz necessariamente à superficialidade e à falta de verdadeira cultura. O ensino deve ser de modo a fazer sentir aos alunos que aquilo que se lhes ensina é uma dádiva preciosa e não uma amarga obrigação.” 

Albert Einstein, in ‘Como Vejo o Mundo’  –  http://www.citador.pt/textos/educacao-para-a-independencia-do-pensamento-albert-einstein

                Por essas razões, educar e ensinar, são ações contínuas para professores permanentes. Cada vez mais, a parceira efetiva entre a escola que os representa com todos os grupos coletivos, torna-se indispensável. Esse é o efetivo reconhecimento dado a esse profissional tão importante, vital em verdade, para todos os segmentos coletivos. Não basta a homenagem, é preciso aplicar, efetivamente, o devido valor tendo a consciência de que elos se rompem sem que se valorize no todo o ser humano.

A todos os meus colegas, meu reconhecimento pela caminhada e parabéns por esse exercício indispensável para a vida efetiva de cada um de nós.

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