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Anteriormente denominado de Transtorno de Personalidade Múltipla, o Transtorno Dissociativo da Identidade é caracterizado pela manifestação de duas ou mais identidades que, alternadamente, assumem o controle da condução da dinâmica de vida da pessoa, sem necessariamente, recordar dos fatos vivenciados.

Critérios Diagnósticos para 300.14 Transtorno Dissociativo da Identidade

 

A. Presença de duas ou mais indenidades ou estados de personalidade distintos (cada qual com seu próprio padrão relativamente persistente de percepção, relacionamento e pensamento a cerca do ambiente e de si mesmo).

 

B. No mínimo duas dessas identidades ou estados de personalidade assumem recorrentemente o controle do comportamento do indivíduo.

 

C. Incapacidade de recordar informações pessoais importantes, demasiadamente extensa para ser explicada pelo esquecimento comum.

 

D. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (p. ex., apagões ou comportamento caótico durante a intoxicação com Álcool) ou de uma condição médica geral (p. ex., crises parciais complexas).

 

Nota: Em crianças, os sintomas não são atribuíveis a amigos imaginários ou outros jogos de fantasia. (ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, 2003, p. 506).

 

Cada uma das personalidades vividas, age, independentemente, com padrões próprios e com ações distintas, uma da outra. Percebem de forma própria, estabelecem relacionamentos únicos e constroem pensamentos específicos a cada uma das realidades experimentadas. As personalidades trocam de posição, revezando em intervalos de tempo, o controle sobre a conduta da pessoa que as produz. Além disso, o resgate das lembranças pela memória não ocorre, denotando uma existência autônoma para cada uma das identidades que se apresentam, revezando os contextos dos enredos propostos.

Todo esse processo não é consequência do uso e abuso de drogas lícitas ou ilícitas e essa sintomatologia também é manifestada em crianças, com sentido diferente daqueles atribuídos aos amigos imaginários ou nas fantasias infantis. A evolução é complexa e o tratamento aplicado requer a atuação farmacológica e psicoterápica objetivando a integração do eu do indivíduo.

Características específicas à cultura, especificamente em relação a estudos norte americanos, apontam esse como sendo uma das etiologias para a manifestação do quadro. Informalmente, estudos empíricos, relacionados ao segmento espiritual, nomeiam os fenômenos com diferentes nomenclaturas, mesmo que com sentidos semelhantes, como o da possessão por outros espíritos e até mesmo por níveis de consciência da própria alma do detentor do diagnóstico.

O fato é que a pessoa sofre e faz os que estão à sua volta sofrerem. São pessoas que, independentemente do elemento cultural, precisam do suporte terapêutico para que a resolutividade ocorra. A complementariedade buscada por cada um deve ser respeitada e valorizada como componente constituinte de sua história e sua formação, porém, com necessidade de reciprocidade, ou seja, permitindo com que a ciência se aplique e auxilie a boa evolução do doente.

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