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Os transtornos da personalidade são caracterizados por padrões contínuos de vivências ou comportamentos que se desvia, consideravelmente da realidade da cultura e do padrão social em que a pessoa encontra-se inserida. É um padrão inflexível e sua ação ocorre em todos os segmentos de ação na vida do indivíduo.

Sua manifestação ocorre na adolescência ou no início da idade adulta, com padrão estável para a dinâmica funcional e com grande possibilidade de provocar sofrimento ou prejuízo.

O Transtorno da Personalidade Borderline é caracterizado pela instabilidade nos relacionamentos com as pessoas e situações, além de desestabilizar, também, a autoimagem e a afetividade. Esses traços são marcados por elevada impulsividade.

A prevalência é de 2% da população geral. Quando identificados dentro das populações clínicas, a prevalência pode variar de 30 a 60% dos diagnósticos.

A nomenclatura desse transtorno é traduzida pelo indivíduo que está fronteiriço, ou seja, a pessoa que se situa entre a normalidade e a loucura e isso pode ocorrer em intervalos de tempo muito pequenos, várias vezes ao longo do dia, ou dos dias ou das semanas.

Reações impulsivas e intempestivas podem, frequentemente, estarem presentes e podem estar direcionada a própria pessoa, adotando atitudes suicidas, ou contra os outros, como agressividade e necessidade de postura sedutora, sem ocorrer uma atração natural entre um homem e uma mulher ou vice e versa.

No meio clínico, considera-se essa patologia como sendo a de maior inclinação ao suicídio, assim como também pode ocorrer o Transtorno Bipolar.

Critérios Diagnósticos para 301.83 Transtorno da Personalidade Borderline

 

Um padrão global de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, da autoimagem e dos afetos e acentuada impulsividade, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:

 

(1) esforços frenéticos no sentido de evitar um abandono real ou imaginário.

 Nota:

Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no critério 5.

(2) um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado

pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização

(3) perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da autoimagem

ou do sentimento de self

(4) impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudicadas à própria

pessoa (p. ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivo)

 Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no critério 5.

(5) recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de

comportamentos automutilantes

(6) instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (p. ex.,

episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)

(7) sentimento crônico de vazio

(8) raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (p. ex.,

demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)

(9) ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou graves sintomas

dissociativos. (ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, 2003, p. 664).

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