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As atrocidades que se desenrolam na Síria, assim como outras que fizeram para da história humana, extrapolam as ideologias, a política e qualquer filosofia que compõe a reunião dos grupos sociais. O movimento atual para a invasão desse país, alicerçado sobre a égide das justificativas, equivocadamente, humanitárias, representa um seríssimo e importante problema a ser refletido pelos povos, pelos políticos ou cidadãos, crentes ou agnósticos, apáticos ou ativistas. Em verdade, esse instante representa uma oportunidade significativa para que todos se afastem de suas posições cômodas, das estabilidades desejadas e, efetivamente, comprometam-se com o destino de seus semelhantes e da casa em que fazemos morada, o planeta, nosso seleiro e guardião para todo o resto. Chamo à atenção de todos para se eximirem de um simples relato favorável ou contrário à posição dos líderes mundiais, mas, sim, uma reflexão mais aprofundada do contexto e, assim, a criação de uma consciência maior da subordinação da maioria, o povo, e sua passividade frente a questões tão delicadas e de risco para o mundo em geral. Diga-se de passagem, um universo que nos pertence e não a alguns.

Inicialmente, o Oriente Médio precisa ser reconhecido como a região planetária de grande participação e atuação para a formação antropológica do homem. Situada em espaço fronteiriço, tendo a Europa, a Ásia e a África como espaços geográficos limitadores, foi ali, que os maiores impérios da história se formaram. Persas, macedônicos, mongóis e romanos fizera frente às conquistas, assim como as perdas, mas, acima de tudo, à contribuição para o desenvolvimento social e intelectual. Tamanha a sua importância, que já em meados do século VII, fora invadido pela islamização e arabização através de Maomé, impondo a prerrogativa medieval de que seus cidadãos civilizados deveriam passa pela ordem mulçumana. Consequentemente, a guerra ideológica travada pelo catolicismo autoritário em contraposição a resistência islâmica, emparceirada com a filosofia grega, veiculava os prenúncios de uma guerra fria onde partes opostas buscam seu lugar e seu espaço.

Incialmente colonizado pelo Império Otomano, já provocando alterações em sua cultura, impactou, com veemência, após a I Guerra Mundial, quando invadidos e conduzidos pelas forças franco-britânicas, dividindo a palestina, para a composição de um espaço judeu,  e buscando a soberania sobre a maior de todas as riquezas naturais da região, o petróleo. Isso levou ao surgimento recente dos estados, onde a maioria deles é autoritário e monárquico, ou absolutista. A segmentação dos grupos que formam suas sociedades é muito grande e a influência de facções religiosas dominam a aculturação e a dinâmica de diferentes legiões acampadas em um mesmo país. Encontram-se mulçumanos, e suas várias seitas, judeus, cristãos. Em virtude da absoluta maioria de mulçumanos, esta conduz, ou pretende, e se apropria daquilo que considera ser o certo para as nações, gerando, obviamente, atritos em situações estratégicas. O advento da II Guerra Mundial a região passou pelas premissas no Nacionalismo pan-arabista, não se consolidando, pois na década de setenta, do século passado, incorporaram o fundamentalismo islâmico como pressuposto para suas ações e determinações enquanto estado e posição internacional. Fonte de Pesquisa: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=65

A dicotomia geográfica e cultural provocada pelo império franco-britânico, sua posição geográfica acessível e a imposição do Estado Palestino, causador da primeira guerra árabe-israelense, logo após o término da II Guerra Mundial e propagada em mais três conflitos até os anos setenta, levaram a essas nações uma fragilidade bélica relevante. A partir dos anos oitenta, com a guerra entre o Irã e o Iraque, as intervenções internacionais passaram a serem presentes na região, com frequência e intensidade elevadas, aumentando as tensões e modificando drasticamente, o modo vivente das comunidades e da peculiaridade da cultura da região. Aqui, faz-se necessário reiterar, os interesses comerciais para a venda de armamentos e a expectativa de controlar a produção e a distribuição de petróleo, maior produtor e fonte de renda da região. Ou seja, com os milhares de assassinatos ocorridos nessas guerras, na sua maioria civis, os valores absurdos com os custos das operações militares e, igualmente, o uso de recursos condenáveis na época, tinha por meta um objetivo não tão nobre quanto os divulgados e vendidos na mídia para o convencimento das populações.

“Uma das principais consequências da revolução foi o rompimento do Irã com os Estados Unidos, que desde então não mantêm relações diplomáticas. Os americanos se viram sem um de seus maiores aliados. Para compensar a perda do Irã, os EUA se aproximaram do país vizinho, o Iraque, onde o jovem vice-presidente havia tomado o poder recentemente por meio de um golpe de estado. Seu nome? Saddam Hussein. Pois é. Inicialmente, o ditador iraquiano foi um aliado estratégico dos americanos no Oriente Médio.

A guerra começou em 1980 por um motivo que, teoricamente, não seria suficiente para iniciar hostilidades entre Irã e Iraque: o controle do Chatt-el-Arab, um canal que liga o Iraque ao Golfo Pérsico, por meio do qual é escoada a produção petrolífera do país. Embora a margem oriental do canal fosse controlada pelos iranianos, qualquer embarcação podia atravessá-lo sem problemas rumo ao Iraque. Mesmo assim, Saddam Hussein reivindicou o controle total do estreito. Diante da recusa iraniana em ceder seu território, tropas de Saddam invadiram o Irã e destruíram o que era então a maior refinaria de petróleo do mundo, em Abadã.

E assim dois países pobres, altamente dependentes da exportação do petróleo, mantiveram um conflito que se dava principalmente por meio de batalhas de infantaria, custando a vida de milhares de soldados e das populações das regiões fronteiriças. O Iraque, que sofreu um pesado contra-ataque iraniano em 1982, foi apoiado principalmente pelos EUA e por outras nações do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, cujas elites não viam com bons olhos a expansão do fundamentalismo islâmico, representado pelo Irã.”

Alexandre Bigeli, 2004  – http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/guerra-ira-iraque-contra-o-ira-eua-se-aliaram-a-saddam-hussein.htm

                Esse retrospecto histórico tem por finalidade conhecer os fatos sobre a evolução da região ao longo dos séculos, além de verificar que o que está sendo combatido, e com razão, pelos EUA, já teve seu consentimento em embates militares anteriores, quando o Iraque procedeu identicamente com o Irã. Perceber que a região é um barril de pólvora natural é imprescindível, e que uma ação militar pode mexer com ranços e dogmas guardados por anos, repetidamente. É inquestionável que a paz precisa ser alcançada na Síria, assim como em outros países em volta. Não se pode mais conceber, em pleno terceiro milênio, seres humanos serem agredidos e violados com tamanho requinte de crueldade. Aquilo que conta o holocausto deveria servir de referência para que os homens não mais cometessem os mesmos tipos de erros, mas isso não acontece.

Almejar provocar a paz fazendo-se usuário da guerra, é no mínimo algo insensato, se não, fruto de uma ideação psicótica, no sentido da fragmentação daquilo que o pensamento processa e os sentimentos emanam sobre a coisa que se faz. A elevação das pessoas não se dá pelo discurso hipócrita, pelas redundâncias que não mais convencem e nem mesmo pela repetição seguida de ações maquiadas para o bem das pessoas e pelos direitos humanos. Não se deve enriquecer, como assim o foi, com  guerra e, agora, nem mesmo querer alavancar uma economia desmilinguida oportunizando a reposição do dinheiro pela fragmentação de pessoas sofridas. Porem, isso não precisa apenas passar pela ordem dos que governam. O povo é um ser político, atuante e precisa colocar-se à disposição de assumir a posição de liberdade, impondo a paz pelo discurso, deixando, assim, a posição de cumplicidade com mais um crime que está por vir contra nossos irmãos, o nosso povo, a gente que precisa de uma luz para alcançar a luz.

Especificamente, essa guerra é de um homem só, chamado Obama e que conduz uma nação inteira à potencialização de uma cultura de poder. O ícone da paz, antes de assumir seu mandato como presidente, que hoje trata a relevância desse reconhecimento passado como um paradoxo, aliás, como todos os demais paradoxos que a política confere à sociedade. Enfim, é preciso que não mais permitamos com que isso aconteça. Basta de indiferença, de neutralidade e de que raros conduzam a vida de uma maioria. É preciso aprender que um erro não se corrige com outro. Desculpem minhas limitações e inabilidade para construir um raciocínio melhor e mais concreto, mas é o que sinto. 

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One Comment

  1. CHEGA DE GUERRA!


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