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A personalidade do indivíduo representa a somatória de dois elementos. O primeiro é constitucional, ou endógeno, chamado de temperamento, e o segundo, adquirido, através da formação ao longo do desenvolvimento, chamado de caráter. O temperamento, como a própria palavra incita, fomenta o tempero ou a maneira como a pessoa reage diante dos estímulos do meio. Sua etiologia é de ordem orgânica e repassada geneticamente através das gerações. Há todo um mecanismo neurofisiológico que age sobre o temperamento, entretanto, está na base neuroquímica as estrutura essencial. Por essa razão, não existe uma modificação dos componentes que regem o temperamento, mas, apenas, um ajustamento de sua expressão ocorrido pela influência das características adquiridas pela formação vivencial do ser. Já o caráter, esse é obtido pela influência das relações estabelecidas em toda a vida, originando-se nos aspectos psicossociais. É nesse segundo elemento que pode se provocar modificações mais expressivas, variando e acordo com o perfil a estrutura base que forma cada pessoa.

Quando se refere aos transtornos da personalidade, referencia-se “padrões persistentes no modo de perceber, relacionar-se e pensar sobre o ambiente e sobre si mesmo, exibido em uma ampla faixa de contextos sociais e pessoais. Apenas quando são inflexíveis e mal adaptativos e causam prejuízo funcional ou sofrimento subjetivo significativo, os traços da personalidade constituem Transtornos da Personalidade” (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – DSM IV-TR). Assim, define-se como alterações da personalidade, todos os sinais, ou sintomas, que desviam seu portador de uma postura e reação afetiva, compatíveis com a harmonia e o bem estar, direcionados a si mesmo e aos que convivem à sua volta, levando ao sofrimento próprio e do outro que participa dessa dinâmica. Esses traços vão se formando ao longo do crescimento da pessoa, ocorrendo como manifestações isoladas e que aos poucos vão se agrupando até chegar à concretização de um diagnóstico. Dentro do contexto histórico da evolução do quadro, verifica-se aquilo que se chama, tecnicamente, de personalidade pré-mórbida, ou atitudes relativas ao padrão do transtorno identificado.

É de fundamental importância a interpretação das características específicas à cultura, à idade e ao gênero, considerando o legado étnico, cultural e social que provocam a formação de cada indivíduo. Todos nós somos “aninhados” a esses agrupamentos e a padronização estabelecida fomenta, igualmente, padrões de comportamento. Tais padrões são percebidos, enfaticamente, do início da adolescência para o começo da idade adulta. Fora desse eixo mediano do curso, pode-se já verificar sintomas na primeira infância, principalmente quando a influência orgânica, somada ao padrão educacional de pais que agem de acordo com o perfil estabelecido, hiperestimulam a internalização dos padrões semelhantes. Incluem-se como transtornos da personalidade, de acordo com o protocolo do DSM IV-TR, sendo substituído até o final do ano pelo DSM V no Brasil, os seguintes diagnósticos:           Transtorno da Personalidade Paranoide, Esquizoide, Esquizotípica, Antissocial, Borderline Histriônica, Narcisistica, Esquiva, Dependente, Obsessivo-Compulsiva e sem outra especificação. Cada qual com seus respectivos critérios e especificadores de manifestação, dos quais não detalharei nesse artigo por não ser a finalidade do mesmo.

Quando se fala em padrão persistente, denota-se para uma ação e uma reatividade emotiva similar dentro da condução da rotina. Isso se dá, de certa maneira, como uma perpetuação da norma que rege a vida não só dos pais mas do grupo em que se inserem. Ampliando essa visão, reportamo-nos a história reencarnatória. Os pressupostos espiritualistas remontam não apenas o relato das vidas dos seres, como também, dos grupos que se compõem em cada uma dessas etapas e o enredo que constroem para o estabelecimento de suas vidas e relações.  As pesquisas e a prática experimental, relacionada à prática da função mental mediúnica, nas tarefas assistenciais, apontam para o desencadeamento sucessivo para esses padrões, como se capítulos de uma mesma obra estivessem sendo redigidos, dando continuidade aos princípios que associam cada um dos personagens.

Os padrões de identificação, agrupando as almas dentro das oportunidades reencarnatórias e também no instante do desencarne, estruturam sistemas básicos para o estabelecimento e a manutenção dos encontros. Quanto mais intenso se torna a vivência, dentro de critérios vibracionais e frequenciais, egrégoras, que bem dentro da concepção grega, fundamentam-se pelo velar e vigiar para que não ocorram intromissões que alterem seu estado. Dentro dessas “armaduras”, concebem-se, então, bolsões, arquitetados em blocos de pensamentos equitativos e carregados com emoções respectivas e compatíveis. Essa estrutura é que arma seus componentes para o enfrentamento conflitante com as emanadas pelos trabalhadores que visam à evolução e aplicam cargas incompatíveis e ameaçadoras aos que lá submerge e tomam-se pela percepção subjetiva de agirem por suas verdades.

Como a vida é eterna, há um repasse das sensações e, em alguns casos, dos componentes simbólicos de memória, para espírito que se desloca dessas egrégoras pelo reencarne. Isso se dá pela emissão vibracional daqueles que se mantém, assim como os níveis de consciência do encarnado que ainda se fixam nessas regiões. Almas obsessoras atuam para esse fim, nos processos de obsessão, e, igualmente, esses níveis de consciência o fazem na auto-obsessão. Em paralelo, o reencontro ocorrido na nova oportunidade encarnatória, estimulam as lembranças e os desejos de um retorno ao estado pretérito. É importante destacar, que o eixo central para a evolução, encontra-se na ponta encarnada, por sermos detentores do livre arbítrio. Por essa razão, os recursos científicos dispensados para o tratamento desses pacientes é fundamental, pois a mudança de percepção, a comportamental e a afetiva se darão a partir daqui, minimizando a auto-obsessão e, consequentemente, a obsessão de simpatizantes que desejam o resgate de seus parceiros.

Contudo, não é apenas isso. A complementação feita pelo evangelho terapia, os passes magnéticos e a abertura de frequência nas mesas mediúnicas tornam-se um veículo complementar de grande eficácia, desde que, a consciência do paciente ou do consulente, volte-se à necessidade de mudar e ao reconhecimento de um estado nocivo que precisa passar por uma reavaliação e adaptações. Não se pode incorrer no erro de afirmar que tudo é espiritual, ou, que tudo é físico. Somos almas completas e com participação igualitária em todos os segmentos: bio-sócio-psico-cultural e espiritual. A associação dos saberes, enaltecendo o respeito à função e à responsabilidade de cada uma delas, pode ser o grande caminho para a recuperação d bem estar, da harmonia e do equilíbrio dos seres e do planeta como um todo.

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