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O primeiro contato com o pensamento de Chico Xavier foi, sem dúvida, um marco na vida da pessoa que relato a história. Percebeu-se que o que acontecia, mesmo sem explicações, era um fato, uma realidade, mesmo que percebida por um único ser, dentro de sua concepção. Apesar de ter uma relação saudável e positiva com todas as pessoas, centralizou sua interação, essencialmente, com um único amigo. Mantinha os antigos mas sentia que isso acontecia como uma forma de poder externar e viver aquilo que era compatível com sua faixa etária. Mergulhou, ainda mais intensamente, no mundo da leitura e nas composições de seus escritos. Era com esse amigo que dividia, conversava, trocava e questionava sobre o mundo, a realidade e até mesmo as divagações a cerca das concepções religiosas e espirituais. Por um período, inclusive, sentia-se simpatizante dos agnósticos e via-se no centro da ordem da lógica e da realidade concreta, material. Em ambos os polos, esse da literatura e o das ações jovens, encontrava duas fontes de descarga para uma coisa que precisava, porém, continuava não compreendendo e nem reconhecendo as devidas razões.

Após alcançar a idade adulta, e imergir na senda espiritual, conseguiu notar que, através dos livros e dos textos elaborados, sem a devida consciência, conseguia contatar com a realidade do mundo invisível. Conta, com emoção, que a sua relação com as obras era comparada com a autorização carimbada em um passaporte, ou seja, ao abri-las, tinha a sensação de atravessar um portal e passar a outra esfera em termos de tempo e de espaço. Oscilava entre levar para as páginas aquilo que vivia em sua rotina e, simultaneamente, resgatar das linhas e parágrafos, situações para o dia a dia. Confessa que era algo confuso, porém, nítido, que os conteúdos se confluíam. Recorda as inúmeras vezes em que se colocou como personagem ativo das obras, atuando e interagindo nos enredos que mais chamavam à atenção. Através da escrita, anos depois, conseguiu concluir que foram as inicias manifestações psicográficas e que graças a elas, conseguia manter-se em equilíbrio harmonia com a proposta encarnatória a quem se designou e responsabilizou.

Sem precisar, optou em começar a trabalhar aos quinze anos de idade. A finalidade foi aprimorar sua introspecção e timidez, elegendo um ramo cujo serviço era voltado ao atendimento de pessoas. Nessa época, juntamente com a amizade que nutria, remodelaram a épica coreografia do Bolero de Ravel e apresentaram a um importante e, reconhecido, bailarino da cidade. Espantado, o profissional, simplesmente, afirmou que não se mexia naquilo que era tido como algo histórico. Apesar disso, não deixou de manifestar sua surpresa com a qualidade do trabalho, o requinte dos detalhes e a coragem da inovação. A mesma audácia foi levada para o espaço escolar, dentro das atividades propostas.

Passou a fumar, e com isso essas elucubrações mentais, aumentarem. Jamais usou drogas e raramente o álcool, apenas raros episódios de porre para experimentar e como diz, ter uma sensação de liberdade maior. Terminou seus estudos e de imediato ingressou na academia, em grandes planejamentos, mas, caindo na área das ciências humanas. Essa etapa da vida é marcada por um fato mediúnico significante à sua história: passa a ouvir narrativas de uma entidade, com o objetivo de direcionar a conduta e passar a dar coerência para aquilo que era tido como tosco e sem sentido. A partir dali, simplesmente, passa a escutar. Começa a sua idade adulta jovem. Imagem

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