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1ª Meditação de Descartes

 

        O Filósofo aponta sua insatisfação com o conhecimento adquirido  nas instituições formais vigentes, inclusive as religiosas e predispõe-se a alcançar algo de verdadeiro através da ciência e, assim, aproximar-se de uma totalidade a cerca do ser humano. Dentro dessa premissa, sistematiza duas questões a serem percorridas em seus estudos: 1) o que pode ser tido como duvidoso e 2) dentro do que há dúvida, o que pode ser tomado como falso. A partir dai, reelabora os princípios sobre suas opiniões anteriores, concluindo que boa parte de seu saber era oriundo das impressões de seus sentidos. Coloca essa base em xeque já que a subjetividade participa da análise e das escolhas a serem adotadas para o caminho do aprendizado e do conhecimento.

Resgata as concepções da loucura, aproximando o olhar do insano com aquele protagonizado pela realidade. Dispõe sobre a visão concreta do ser, assim como as construídas pelas ilusões e as fantasias. Traça um paralelo entre o elemento real, o idealizado, ou seja, aquele no qual nos debruçamos para alcançá-los e as oscilações percorridas para se alcançar aquilo que se deseja em detrimento ao que se vive e tem imergido no real. Elabora, como prerrogativa, que se a humanidade fomenta, então, as ilusões, essas podem passa à ordem do verídico. O normal e o saudável, igualmente, apropriam-se daquilo que caminha em paralelo ao concreto e ao material, experimentando o sonho e as divagações.

Seus questionamentos são factuais à medida que argumenta e contra argumenta sobre a elaboração de suas teses. Elencam os elementos indubitáveis, as coisas que são, assim como por exemplo, o idioma matemático, que não deixa de ser, mesmo em sonho ou na fantasia (2 + 2 = 4). Simultaneamente, coloca em dúvida a mesma premissa, aproximando de seu pensamento a cultura religiosa vigente, que toma conta da coletividade e do saber universal nesse período. Aponta a possibilidade de a visão de Deus ser incorporada pelas criaturas e essas adotarem o mesmo modo de se ver e de reagir, não pelo fato real, mas pela inclinação e a pulsão divinizada. Aplicam nesse momento, os pressupostos para do argumento do Deus enganador.

Aos descrentes, esse mesmo Deus é tido como uma fábula ou outro. Abandona tudo aquilo que foi para assim não implicar na dúvida, colocando Deus num mesmo patamar, o da dúvida o a do engano.Com isso crê não ser influenciado pelo que foi e por aquilo já definido, não causando implicâncias à caminhada que optara em passar a fazer. Sua elaboração, a partir dai, substitui a figura do Criador pelo da do Gênio Maligno, poderosíssimo e que agiria sobre todas as coisas e áreas do saber e assim afirma seu temos sobre as próprias dúvidas, as indagações metódicas, já que seu temor em não alcançar a resolutividade estava em promover mais sombra, conduzindo o ser ao ceticismo.

2ª Meditação de Descartes

 

        Aqui afirma que dará prosseguimento com seu método, até o momento em que esse possa ser modificado. Considera que tem o direito de buscar uma nova diretriz para a realidade do mundo. Se questionamento nesse momento está focado na dúvida sobre a existência do certo. Reflete sobre a existência de Deus e até mesmo sobre o concretismo de si mesmo dentro desse contexto. Sobre si, pondera que pelo fato de ser atuante, valorizando sua forma de pensar, é e existe e isso assume uma premissa, quando ocorre, sempre verdadeira.

Volta-se à natureza do seu eu, reportando-se às esferas biológicas para auto justificar-se. O corpo e suas extensões podem ser captados pelos sentidos. Afirma que o pensamento, esse não tinha vontade própria dada à influência do Gênio Maligno, já que toda a ação recebe interferências do externo. Atribui características ao pensamento e as devidas reações provocadas por essas, concluindo que se hão essas manifestações, ilusórias ou concretas, só por isso, e apenas por isso, cabem na noção de um pensamento puro.

Aproxima-se do conceito do senso comum, fazendo-o paralelo ao pensamento próprio, individual, A primeira tem uma amplitude maior e a segunda, minimizada, adota-se dos componentes da imaginação para com isso alcançar aquilo que não se domina e nem mesmo se controla. Verifica que é só pelo entendimento das coisas que o pensamento se faz um agente de domínio pleno. Ou seja, não basta percebê-las pelos sentidos, é necessário dar um fundamento concreto e real para que assim passe a ser.

Conclui sua segunda meditação, reforçando diretrizes importantes: que os corpos são apenas concebidos pelo entendimento e não pela imaginação derivada pelos sentidos. Derivado disso, o conhecimento emerge da concepção exclusiva do pensamento e não pelo simples ato de apreendê-los por esses sentidos ou pela imaginação.

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